COLEGIADO DE LETRAS FAFIUV |
HISTÓRICO DO CURSO
O Curso de Letras, habilitação Português/Espanhol da Instituição foi autorizado pelo Decreto nº 2.294 de 11 de julho de 2000, publicado no Diário Oficial do Estado, do dia 12 de julho de 2000 e reconhecido pelo Decreto nº 1715 de 13 de agosto de 2003. A matriz curricular em vigência no Curso foi aprovada pelo parecer nº 586/99 de 10 de dezembro de 1999 do Conselho Estadual de Educação, para a habilitação de Português/Espanhol do Curso de Letras.
Atualmente, o Curso de Letras conta com oito professores efetivos e oito professores colaboradores, contratados em regime especial de caráter temporário, que atuam nas áreas de Lingüística, Língua Portuguesa, Literaturas Brasileira e Portuguesa, Línguas Estrangeiras Modernas - Inglês e suas respectivas Literaturas, sendo que todos atuam simultaneamente nos três Cursos de Letras: Português/Inglês (noturno); Português/Espanhol (noturno). Consta-se também que os professores de língua portuguesa ministram aulas nos demais departamentos da instituição nas áreas de Lingüística, Língua Portuguesa, Literaturas Brasileira e Portuguesa, Línguas Estrangeiras Modernas Inglês e suas respectivas Literaturas.
Observamos que o Curso de Letras reflete um altíssimo nível de qualidade de ensino acadêmico-científico conquistando três CONCEITOS A, no Exame Nacional de Cursos, PROVÃO do MEC, respectivamente em 2001, 2002 e 2003.
Visando melhorar ainda mais a qualidade de ensino, o Departamento de Letras estimula a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo, por meio de atividades curriculares e extracurriculares,
em concordância com o artigo 43 do capítulo IV da LDB / 1996. Incentiva, ainda, o trabalho de pesquisa e investigação científica, fomentando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e da difusão da cultura e, deste modo, desenvolve o entendimento do homem e do meio em que vive.
Para tanto, o graduado do Curso de Letras deverá ser capaz de desempenhar o papel de multiplicador, capacitando outras pessoas para a mesma proficiência linguística. A finalidade principal do Curso de Letras é formar profissionais para trabalhar em escolas de ensino fundamental e médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Língua Espanhola, como licenciados.
Desse modo, o curso busca formar pesquisadores na área das teorias linguísticas e literatura, bem como no ensino-aprendizagem de língua materna e estrangeira, na graduação e pós-graduação, colaborando assim com o desenvolvimento científico das Ciências Humanas. Por fim, realçamos a transformação e o compromisso de sintonizar com os empreendimentos e institutos de pesquisas nacionais e internacionais, necessitando assim de fatores inovadores e das novas tecnologias, a fim de construirmos uma Instituição de Ensino Superior do século XXI.
Para tanto, o Curso de Letras forma cientistas das línguas e de suas literaturas, ou seja, cientistas da palavra. Dizem que uma imagem vale por mil palavras, mas nem sempre se diz que a maneira mais objetiva de interpretar uma imagem é através das palavras. Mesmo em um mundo bombardeado por imagens, não é possível se desvencilhar do verbal ou do escrito. O graduado em Letras será o encarregado de estabelecer relações entre os idiomas, procurando desvendar as leis gerais que os regem e também pesquisar os fenômenos da fala. Ou seja, da faculdade que o homem tem de exprimir seus estados mentais por meio da língua.
Objetivo Geral:
a) Formar profissionais para trabalhar em escolas de ensino fundamental e médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Espanhola, como licenciados. O curso busca formar pesquisadores na área das teorias lingüísticas e literatura, bem como no ensino-aprendizagem de língua materna e estrangeira, na graduação e pós-graduação, colaborando assim com o desenvolvimento das Ciências Humanas.
Objetivos Específicos:
a) Incentivar o trabalho de formação acadêmica, pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento pleno do graduando, capacitando-o para exercer a função de docente no ensino fundamental e médio;
b) Promover a divulgação de conhecimentos culturais, lingüísticos, didáticos, científicos e literários que constituem a formação do graduando, para comunicar o saber através do ensino, de trabalhos acadêmicos e de outras formas de comunicação.
c) Estimular o desenvolvimento de projetos de investigação e práticas de sala de aula, no ensino fundamental e médio, preparando os graduandos para a função de futuros docentes;
d) Promover a extensão, aberta à participação da população, visando a difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica;
e) Manter parcerias com o CEL – Centro de Estudos de Letras, Academia de Letras de União da Vitória, NRE – Núcleo Regional de Educação, ANPGL – Associação Nacional de Pesquisa na Graduação em Letras, bem como as demais instituições de ensino superior, entre elas destacamos: UFPR/UNICAMP/UEPG/UEL/USP, para a realização de eventos, cursos, e outras atividades da área;
f) Estimular a realização de diversas atividades artísticas, culturais, literárias e didáticas no âmbito do curso, especialmente as que partirem da iniciativa dos acadêmicos.
Especificamente, o Perfil do Egresso em Letras deverá incluir:
a) Domínio teórico e descritivo dos componentes fonológico, morfo-sintático, léxico e semântico da língua portuguesa e da língua espanhola;
b) Domínio de diferentes noções de gramática e (re)conhecimento das variedades lingüísticas existentes, bem como dos vários níveis e registros de linguagem;
c) Capacidade de analisar, descrever e explicar, diacrônica e sincronicamente, a estrutura e funcionamento de uma língua, em particular da língua portuguesa;
d)Capacidade de compreender os fatos da língua e de conduzir investigações de língua e linguagem, através da análise de diferentes teorias, bem como da aplicação das mesmas a problemas de ensino e aprendizagem da língua materna e língua espanhola;
e) Domínio ativo e crítico de um repertório representativo de literatura em língua portuguesa e Espanhola;
f) Domínio do conhecimento histórico e teórico necessário para refletir sobre as condições sob as quais a escrita se torna literária;
g)Domínio do repertório de termos especializados através dos quais se pode discutir e transmitir a fundamentação do conhecimento das línguas, da literatura e artes;
h) Capacidade de operar, como professor, pesquisador e consultor, com as diferentes manifestações lingüísticas possíveis, sendo usuário, enquanto profissional, da norma padrão;
i) Capacidade de desempenhar papel de multiplicador, formando leitores críticos, intérpretes e produtores de textos de diferentes gêneros e registros lingüísticos, e fomentando o desenvolvimento de habilidades lingüísticas, culturais e estéticas;
j) Atitude investigadora que favoreça processo contínuo de construção do conhecimento na área e utilização de novas tecnologias.
k) O acadêmico de Letras poderá exercer atividades de estágio remunerado, obedecendo ao que diz o texto da Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, que regulamenta e dispõe sobre o estágio de estudantes, alterando a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, APROVADA PELO Decreto-Lei nº 5452, de 1º de maio de 1943.
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS |
O acadêmico licenciado em Letras deverá apresentar capacidade para:
a) Compreender, avaliar e produzir textos de tipos variados em sua estrutura, organização e significado;
b) Produzir e ler competentemente enunciados em diferentes linguagens e de traduzir umas em outras;
c) Descrever e justificar as peculiaridades fonológicas, morfológicas, lexicais, sintáticas e semânticas do português brasileiro, da língua espanhola, com especial destaque para as variações regionais e socioletais e para as especificidades da norma padrão;
d) Apreender criticamente as obras literárias, não somente através de uma interpretação derivada do contato direto com elas, mas também através da mediação de obras de crítica e de teoria literárias;
e) Estabelecer e discutir as relações dos textos literários com outros tipos de discurso e com os contextos em que se inserem;
f) Relacionar o texto literário com os problemas e concepções dominantes na cultura do período em que foi escrito e com os problemas e concepções do presente;
g) Interpretar adequadamente textos de diferentes gêneros e registros lingüísticos e explicitar os processos ou argumentos utilizados para justificar sua interpretação;
h) Compreender o uso operacional das novas tecnologias, pesquisa e análise crítica sobre as possibilidades oferecidas pela tecnologia da informação no ensino de língua espanhola;
i) Pesquisar e articular informações lingüísticas, literárias e culturais; socializando suas pesquisas em eventos promovidos pela IES.
j) O acadêmico de Letras deve ser capaz de explicitar relações análogas entre diferentes campos metodológicos do universo lingüístico, procurando atender e compreender os processos avaliativos sócio-construtivistas, no qual está inserido.
k) Os procedimentos avaliativos estão calcados em uma reflexão formativa, reflexiva e globalizante e poderão ser aferidos através de: seminários orientados, trabalhos de pesquisa e verificações imediatas no contexto de sala de aula (individual e/ou em grupos), verificações escritas e orais.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
E PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR |
No ano de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, estabeleceu em seu artigo 65 que “a formação docente, exceto para a educação superior, incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas horas”, no ano de 1996.
A Resolução no. 003/GD – 2003, desta instituição, regulamenta as atividades de estágio para atender a Resolução do Conselho Nacional de Educação no. CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002, na qual o Presidente do Conselho Nacional de Educação institui a duração e carga horária dos Cursos de Licenciatura, de graduação plena, de Formação de Professores da Educação Básica em nível superior, de conformidade com o disposto no Art. 7º § 1º, alínea “f”, da Lei 9.131, de 25 de novembro de 1995, com fundamento no Art. 12 da Resolução CNE/CP 1/2002, e no Parecer CNE/CP 28/2001, homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação em 17 de janeiro de 2002, estabelece 2800 (duas mil e oitocentos) horas nas quais a articulação teórico-prática garanta, nos termos dos seus Projetos Pedagógicos as seguintes dimensões dos componentes comuns:
I – 400 (quatrocentas) horas de prática como componente curricular, vivenciadas ao longo do curso;
II – 400 (quatrocentas) horas de Estágio Curricular Supervisionado a partir do início da segunda metade do curso;
III – 1800 (mil e oitocentas) horas de aulas para os conteúdos curriculares de natureza científico-cultural;
IV – 200 (duzentas) horas para outras formas de atividades acadêmico-científico-culturais.
A prática como componente curricular constitui um espaço para veiculação entre teoria e prática, garantindo uma sólida vivência profissional desde os primeiros anos da graduação, de forma supervisionada pelo professor de cada disciplina, para que o graduando tome conhecimento das diversas facetas da linguagem humana e sua aplicação em inúmeros campos da atividade humana. Entendendo-se como tal, atividade que permita ao aluno adquirir experiência profissional específica, propiciando reflexão crítica sobre os conhecimentos envolvidos na sua relação com a sociedade.
Tendo em vista as 400 (quatrocentas) horas a serem cumpridas ao longo do curso, optamos por distribuí-las igualmente no decorrer dos quatro anos, sendo 100 horas divididas pelo número de disciplinas da primeira série, 100 horas na segunda, 100 horas na terceira e 100 horas na quarta. Dessa forma, segundo a proposta para adequação da matriz curricular, a prática como componente curricular ficará distribuída dentro das ementas de cada disciplina (ver Ementas, p.31-53).
O professor de cada disciplina encarrega-se de propor e orientar um projeto de ensino vinculando a teoria relacionando sua disciplina a uma atividade de prática com componente curricular. Observamos que o acadêmico que não desejar participar do projeto proposto pelo professor poderá optar por desenvolver atividades que se encaixem no perfil descrito em sua comunidade, precisando no entanto comprová-la e apresentá-la ao professor coordenador de estágio no prazo determinado.
Com a implantação da nova LDB foram extintos os currículos mínimos dos cursos de graduação, abrindo-se um novo e complexo quadro quanto aos processos de reformulação curricular.
A reestruturação do curso de Letras no final do ano de 1997, com implantação no ano seguinte, direcionou a disciplina de Didática e Prática de Ensino e Estágio Supervisionado para muitas e variadas atividades, que promovem a reflexão e dão suporte para a gradativa inserção do graduando no ambiente escolar para o exercício da prática pedagógica cotidiana.
De acordo com a proposta para implantação da nova matriz curricular (ver p.33). A partir do segundo ano de graduação, o trabalho desenvolvido na disciplina de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa e Estágio Supervisionado, e na disciplina de Metodologia de Ensino de Língua espanhola e Estágio Supervisionado, busca-se inicialmente conhecer os processos de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa e Espanhola, com olhar de investigação de quem deseja aprender e ao mesmo tempo refletir, analisar e propor inovações e parcerias com as escolas. Na medida em que o estagiário se integra do universo e do cotidiano escolar, através do seu envolvimento no processo de interação de sala de aula, inicia-se um processo de reflexão dos conhecimentos teóricos relacionando-os ao conhecimento prático. Nessa relação de saberes, mediados pelo trabalho pedagógico desenvolvido, acontece o intercâmbio entre professor, estagiário e alunos. Assim, o acadêmico desenvolve 144 horas de atividades teóricas e práticas referentes ao ensino/aprendizagem de língua materna e estrangeira, buscando aproximar-se da realidade escolar.
Na terceira série, dá-se continuidade às atividades, somando-se 120 horas de estágio em Língua Espanhola e outras 120 horas em Língua Portuguesa. Os projetos organizados em Língua Estrangeira e em Língua Portuguesa a serem aplicados nas escolas, na terceira série serão de livre escolha do acadêmico sendo obrigatório somente 1 (um) dos projetos, Língua Estrangeira ou Língua Portuguesa. Isto em virtude do excesso de atividades com ou consecução da monografia. A seguir, na quarta série, o aluno de Letras deve realizar mais 80 horas de estágio em Língua Espanhola e 80 horas em Língua Portuguesa, completando um total de 200 horas de Estágio Supervisionado em cada habilitação autorizada em conformidade com a Resolução CNE/CP 02/2002 implantadas nos cursos de 1º, 2º e 3º anos a partir do ano de 2007. O curso de Letras formando do ano de 2007, seguirá a Matriz curricular do ano de 2000.
O aluno de Letras, além das discussões teórico-práticas, deverá elaborar seu trabalho de conclusão de curso, visando a aplicação das competências e habilidades assimiladas ao longo da graduação, versando sobre uma prática pedagógica desenvolvida em sala de aula no ensino fundamental ou médio aliando teoria e prática. Desde a elaboração do pré-projeto até a apresentação pública do trabalho concluído oralmente e por escrito, o acadêmico realiza 200 horas de estágio supervisionado em cada licenciatura. A nova matriz curricular propõe o total de 400 horas de estágio supervisionado, atendendo dessa forma a Resolução CNE/CP 2/2002 (ver proposta para implantação da nova matriz curricular, p.33).
As atividades complementares curriculares, que devem somar no mínimo 200 horas, serão realizadas ao longo do Curso, em forma de cursos de extensão ou atividades específicas, a critério do Departamento de Letras.
Destaca-se manter parcerias com o IEPS – Instituto de Ensino, Pesquisa e Prestação de Serviços, CEL – Centro de Estudos de Letras, NRE – Núcleo Regional de Educação, ANPGL – Associação Nacional de Pesquisa na Graduação em Letras, bem como as demais instituições de ensino superior, entre elas destacamos: UFPR/UNICAMP/UEPG/UEL/USP. Compreendem-se como atividades acadêmicas complementares (sem direito a créditos) todas as atividades acadêmicas relevantes à formação profissional: seminários, encontros, eventos, palestras, publicações de artigos e ou comunicações realizadas em congressos e seminários, iniciação científica, extensão, colaboração e ou participação em projetos de ensino, monitorias, tutorias, bem como outras atividades.
TRABALHO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO - TFES |
A valorização da associação entre teorias e práticas é crescente, no âmbito do ensino superior, e essa concepção tem norteado, desde o início, nossas ações referentes ao desenvolvimento, pelos acadêmicos, dos seus Trabalhos Finais de Estágio Supervisionado (TFES).
O colegiado optou, de forma conjunta, pela vinculação da elaboração do TFES ao Estágio Supervisionado, elaborado na quarta série do curso, ficando os professores desta disciplina responsáveis pela orientação e acompanhamento geral dos acadêmicos durante esse processo. As orientações referentes à fundamentação teórico-prática são divididas igualmente entre os demais professores, devendo estes fazer parte da banca examinadora.
A vinculação do TFES com sua aplicação prática deve-se aos seguintes fatores:
- A promoção de um estreitamento entre as comunidades escolares e acadêmica;
- A oportunidade de aplicação prática de um trabalho cuidadosamente planejado e embasado teoricamente;
- A possibilidade de aproveitamento de um trabalho prático e estudos gradativos desenvolvidos ao longo do curso, entendendo-se o desenvolvimento do TFES como a coroação das atividades, quando o acadêmico idealiza, planeja e executa um projeto, baseado em toda a sua experiência estudantil;
- A insatisfação com os resultados obtidos anteriormente, quando a Prática de Ensino era ministrada apenas no último ano do curso, e os estágios se encontravam desvinculados da teoria;
- A adaptação à realidade em que se insere grande parte dos nossos acadêmicos, que residem em outros municípios e localidades, e que desta forma podem aplicar seus estágios nesses mesmos locais.
Observamos que o TFES – Trabalho Final de Estágio Supervisionado do Curso deverá ser elaborado pelo acadêmico. Isto se dará no último ano do curso, objetivando o ensaio das competências e habilidades assimiladas ao longo do curso, versando sobre uma prática pedagógica a ser desenvolvida em sala de aula no ensino fundamental ou médio, aliando teoria e prática. O trabalho desenvolvido no estágio supervisionado busca inicialmente conhecer os processos de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa e estrangeira nas escolas, com olhar de investigação de quem deseja aprender e ao mesmo tempo refletir, analisar e propor inovações e parcerias. Exemplos disso têm sido os materiais utilizados pelos acadêmicos quando dos seus estágios e doados às unidades escolares para uso como material de apoio pelos outros professores da unidade.
Na medida em que o estagiário se integra do universo e cotidiano escolar, através do seu envolvimento no processo de interação de sala de aula, inicia-se um processo de reflexão dos conhecimentos teóricos relacionados ao conhecimento prático. Nessa relação de saberes, acontece o intercâmbio entre professor, estagiário e alunos, mediados pelo trabalho pedagógico desenvolvido por ambos.
O trabalho (TFES) deverá ser aplicado obrigatoriamente em escola pública de ensino regular, fundamental e médio. Cada Trabalho Final de Estágio Supervisionado deverá ser apresentado até o final do ano letivo, em sessão pública perante Banca Examinadora, composta pelo professor orientador de Estágio Curricular Supervisionado, do professor regente – supervisor de estágio - da turma onde o estágio aconteceu, e do professor orientador do TFES, que deverá pertencer obrigatoriamente ao colegiado de Letras e estar atuando, quer seja no regime celetista, quer seja no estatutário, no ano da solicitação da orientação. O período destinado à orientação do TFES está previsto, em parte, na matriz curricular, dentro da disciplina de Estágio Supervisionado. Já docentes orientadores somam a sua carga horária, uma hora aula semanal a cada duas monografias orientadas durante o seu horário de permanência na instituição.
Caso o TFES não atinja nota mínima necessária para a composição da nota final na disciplina de Estágio Supervisionado, a Banca Examinadora concederá 30 dias para que o acadêmico possa refazer o trabalho final e apresentar em data não posterior ao término do período letivo, previsto no calendário escolar.
O Colegiado de Letras orienta suas atividades referentes ao Final de Estágio Supervisionado de acordo com a Resolução nº.003/GD – 2003, que regulamenta o estágio supervisionado da FAFI.
Conforme supra citada Resolução, compreende-se como Banca Examinadora a confluência de 3 professores, sendo 1 (um) presidente que obrigatoriamente deve ser o professor titular da disciplina de Estágio Supervisionado, 1 (um) professor orientador de estágio, que deve fazer parte obrigatoriamente do corpo docente, estando atuando tanto no regime estatutário como celetista (colaborador), e 1 (um) professor técnico do estágio, ligado à comunidade escolar, na qual o acadêmico aplicou seu trabalho.
Quando o professor orientador exercer a função de Presidente, há a necessidade de convidar um membro para fazer parte da Banca, face a exigência do Regulamento de Estágio da IES, que prevê 3 (três) professores para compô-la – este professor deve fazer parte do colegiado de Letras obrigatoriamente.
ATIVIDADES ACADÊMICAS COMPLEMENTARES |
Destacamos que as atividades acadêmicas complementares, oferecidas pelo departamento, enfocam as reflexões prático-teóricas sobre a natureza das diferentes linguagens possibilitando descobertas e desafios lingüísticos contemporâneos, bem como o desenvolvimento do potencial criativo, crítico e reflexivo do acadêmico de Letras.
O Colegiado de Letras observa a regulamentação das atividades acadêmicas complementares, conforme a Portaria no. 026/2003-GD da FAFI, que segue o Parecer no. 28/2001, e da Resolução CNE/CP 2/2002. Consideramos que as atividades acadêmicas complementares serão realizadas ao longo do Curso, em forma de cursos de extensão ou atividades específicas. Dessa forma, compreende-se como atividades acadêmicas complementares (sem direito a créditos) todas as atividades acadêmicas relevantes à formação profissional: seminários, encontros, eventos, palestras, minicursos, cursos, publicações de artigos e ou comunicações realizadas em congressos e seminários, iniciação científica, extensão, colaboração e ou participação em projetos de ensino, monitorias, tutorias, bem como outras atividades diversas.
O Colegiado de Letras proporciona várias atividades acadêmicas complementares ao longo do Curso, em forma de cursos de extensão ou atividades específicas. Destaca-se a importante parceria com o IEPS – Instituto de Ensino, Pesquisa e Prestação de Serviços da FAFI.
O Colegiado também conta com o apoio da ANPGL – Associação Nacional de Pesquisa na Graduação em Letras, Centro de Estudos de Letras, Academia de Letras Vale do Iguaçu, comunidade acadêmica e sociedade local.
A Resolução nº 3 de 02/07/2007, no seu artigo 3º, prevê a carga horária mínima dos cursos superiores afixados em horas (60 minutos), de atividades acadêmicas e de trabalho discente efetivo. Como esta IES adotou horas aulas de 50 minutos, são desenvolvidas atividades que complementam a carga horária exigida nos sábados letivos conforme calendário da Instituição, e com cronograma específico de cada curso.
Apresentaremos, a seguir, alguns dos projetos, de atividades extensionistas permanentes, desenvolvidos pelo Departamento de Letras:
1) Título do Projeto:
a) “Aquisição Lexical Mental em segunda língua”.
Docente responsável: Dda. Valéria de Fátima Carvalho Vaz Boni
- Projeto NAP – Núcleo de Assessoria Pedagógica
2) Título do Projeto: JELLVI – Jornada de Estudos Lingüísticos e Literários do Vale do Iguaçu
Docente responsável: Ms. Bernardete Ryba e Éderson José de Lima
3) Título do Projeto: Grupo de Estudos GenTE
Docente Responsável: Prof. Mdo. Atilio A. Matozzo
Parceria com outra Instituição: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Convênio com Instituições Federais de Pesquisa: O projeto está cadastrado no grupo de pesquisa CNPq
Professores: Ms Éderson José de Lima (Análise do Discurso francesa), Ms. Bernardete Ryba (Sociolingüística Variacionista), Mda. Inês Skreptz (Literatura Hispano-americana), Esp. Josoel Kovalski (Literatura);
Título do Projeto: “Grupo de Estudos e Pesquisa em Gêneros Textuais e Ensino de Língua Materna e Estrangeira”.
- Título do Projeto: “Projeto Cursinho Pré-vestibular para Alunos de Baixa Renda”.
- Título do Projeto: “A construção Multimodalizada dos diversos Gêneros Textuais presentes no suporte revista Pepsi-Twuist: uma análise da evolução dos gêneros a partir da noção de Hibridismo”.
4) Título do Projeto: “Encontros de Iniciação Científica e Mostra de Pós-Graduação”
Docentes Responsáveis: Todos os docentes do Departamento de Letras prestam serviços de orientação e acompanhamento de trabalhos acadêmicos na área de estudos lingüísticos e literários a serem apresentados nesses encontros, bem como a participação na comissão organizadora e científica do evento, juntamente com os membros dos demais colegiados da Instituição.
5) Projeto: “Escreler” (O Projeto de Apoio e Reforço Escolar em Língua Portuguesa)
Docentes Resposáveis: Ms. Lilian Bresciani Heinen e Profª Esp. Cyntia Marques
Parceria com outra Instituição: Escola de Educação Básica Antonio Gonzaga – Porto União-SC
6) Título do Projeto: “Concurso de Contos”.
Título do Projeto: “Concurso de Poemas”.
Título do Projeto: “Concurso de Poesias”.
Docente Responsáveis: Esp. Josoel Kovalski
7) Título do Projeto: “Programas de Reforço Escolar
Docentes Responsáveis: Todos os docentes do Departamento de Letras prestam serviços de orientação e acompanhamento de trabalhos na área de estudos lingüísticos e literários a serem aplicados nas escolas da comunidade.
8) Título do Projeto: “Estudos Contemporâneos da Linguagem: discurso, mídia e subjetividade”.
Docente Responsáveis: Ms. Ederson José de Lima e Bernardete Ryba
9) Título do Projeto: “Adequação Gramatical dos Artigos científicos dos professores da FAFIUV”.
Docente Responsáveis: Ms. Bernardete Ryba
10) Título do Projeto: “Urtiga! Jornal Literário”.
Título do Projeto: “Os diálogos plurissignificativos em Valêncio Xavier”
Docente Responsável: Ddo. Caio Ricardo Bona Moreira
11) Título do Projeto: “Cine Clube”
Título do Projeto: “Assessoria de Imprensa”
Docente Responsável: Esp. Ana Paula Such
Parceria com outra Instituição: Grupo GENTE
12) Título do Projeto: Aprendizado de Mais de Uma Língua Estrangeira: a influência da língua precedente
Docente Responsável: Dda. Karim Siebeneicher Brito
PROPOSTA PARA IMPLANTAÇÃO DA NOVA MATRIZ CURRICULAR 2007 |
LICENCIATURA PLENA EM LETRAS – HABILITAÇÃO PORTUGUÊS E INGLÊS
|
SÉRIES |
|
|
1ª |
2ª |
3ª |
4ª |
|
DISCIPLINA |
T |
*P |
T |
*P |
T |
*P |
T |
*P |
TOTAL |
Língua Portuguesa |
132 |
12 |
130 |
14 |
129 |
15 |
132 |
12 |
576 |
Literatura Brasileira |
|
|
|
|
57 |
15 |
60 |
12 |
144 |
Literatura Portuguesa |
|
|
|
|
57 |
15 |
|
|
072 |
Língua e Cultura Latina |
60 |
12 |
58 |
14 |
|
|
|
|
144 |
Linguística |
60 |
12 |
58 |
14 |
57 |
15 |
60 |
12 |
288 |
Teoria da Literatura |
60 |
12 |
58 |
14 |
|
|
|
|
144 |
Língua Espanhola |
132 |
12 |
130 |
14 |
129 |
15 |
132 |
12 |
576 |
Literatura Espanhola |
|
|
|
|
|
|
60 |
12 |
072 |
Filosofia |
60 |
12 |
|
|
|
|
|
|
072 |
Psicologia da Educação |
60 |
12 |
|
|
|
|
|
|
072 |
Métodos e Técnicas da Pesquisa |
|
|
58 |
14 |
|
|
|
|
072 |
Produção Monografia |
|
|
|
|
57 |
15 |
|
|
072 |
Novas Tecnologias no Ensino- Aprendizagem de Língua Espanhola |
|
|
|
|
|
|
60 |
12 |
072 |
Estrutura e Funcionamento de ensino Fundamental, Médio e Superior |
24 |
12 |
|
|
|
|
|
|
036 |
Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa |
|
|
58 |
14 |
57 |
15 |
60 |
12 |
216 |
Metodologia do Ensino de Língua Espanhola |
|
|
58 |
14 |
57 |
15 |
60 |
12 |
216 |
Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa |
|
|
|
|
|
120 |
|
80 |
200 |
Estágio Supervisionado de Língua Espanhola |
|
|
|
|
|
120 |
|
80 |
200 |
TOTAIS SEMANAIS |
19 |
20 |
20 |
20 |
|
RESUMO GERAL DO CURRÍCULO
Total de Carga Horária de Disciplinas Obrigatórias |
2844 |
Horas |
Total de Carga Horária de Estágio Supervisionado |
400 |
Horas |
Total de Carga Horária de Atividades Acadêmicas Complementares |
200 |
Horas |
TOTAL GERAL DE CARGA HORÁRIA DO CURSO |
3444 |
Horas |
Tempo Mínimo para Integralização do Curso |
4 |
Anos |
Tempo Máximo para Integralização do Curso |
7 |
Anos |
* A presente matriz curricular, adequada de acordo com a Resolução CNE/CP 02/2002, apresenta as 400 horas de prática como componente curricular, distribuídas ao longo das quatro séries do curso, especificadas nas ementas de todas as disciplinas.
P = Aulas Práticas como componente curricular.
MATRIZ CURRICULAR – CONSIDERAÇÕES GERAIS |
- As disciplinas oferecidas pele matriz curricular, adequada à Resolução CNE/CP 02/2002, está sendo oferecido somente aos 1º, 2º e 3º séries. Os 4º anos
- Todas as discipinas contempladas em mais de uma série têm como pré-requisito para a série a ser cursada o cumprimento da mesma disciplina na série anterior, ficando vedada ao acadêmico a matrícula em duas séries, na mesma disciplina.
- Disciplinas poderão ser cursadas, em caráter especial, desde que atendida a regulamentação que aprova normas básicas de controle e registro da atividade acadêmica dos cursos de graduação, prescrita na resolução nº 002/GD – 2001, caput V – Das formas de ingresso de alunos temporários, respeitados o que diz o texto da lei:
Art. 26 – Pesssoas não integrantes do corpo discente regular da FAFIUV poderão cursar disciplina(s) nos termos dos artigos 27 e 29 desta Resolução.
Paragrafo único – Será permitida a freqüência do aluno em disciplinas somente se estiver matriculado nas mesmas.
Art.27 – Será permitida exclusivamente a pessoas não integrantes do corpo discente regular da FAFIUV, portadores, no mínimo, de certificado de conclusão de ensino médio, matricula(s) em disciplina(s) isolada(s) da mesma, sem exigência de classificação em processo de seleção e admissão, para complementação e/ou atualização de conhecimento
Inciso 1º- Será de 03 (três) o número máximo de disciplinas isoladas a serem cursadas pelos interessados, simultaneamente, em cada período letivo.
Art. 28 – O requerimento de matrícula em disciplina, padrão de autorização, já preenchido pelo departamento após análise da justificativa que fundamentou o pedido, será protocolado pelo interessado ou por seu representante, nos prazos previstos no calendário escolar, no SCA, ao qual caberá o registro das matrículas e a posterior emissão dos certificados comprobatórios correspondentes.
Paragrafo único – No preenchimento do formulário padrão de autorização de matrícula, o SCA levará em conta, alem da possibilidade de aceitação de alunos temporários em função das características da disciplina e da sua clientel alvo, a existência de vaga e os pré-requisitos exigidos na mesma.
Art 29 – A aprovação em disciplina isolada, na forma do Art 27, não assegura o direito a diploma de graduação, mas unicamente, a certificação comprobatória, ressalvados os casos em que haja posterior ingresso regular no curso.
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Coordenadora do Curso de Letras: Professora Ms. Bernardete Ryba

Vice-coordenador do Curso de Letras: Professor Ms. Éderson José de Lima