FACULDADE ESTADUAL DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE UNIÃO DA VITÓRIA – ESTADO DO PARANÁ
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
PROJETO PEDAGÓGICO
CURSO DE GEOGRAFIA
UNIÃO DA VITÓRIA – PR
2010
Direção:
VALDERLEI GARCIA SANCHES
Vice-Direção:
LENI TRENTIM GASPARI
Coordenação:
PAULO SÉRGIO MEIRA ROCHA
Vice-coordenação:
HELENA EDILAMAR RIBEIRO BUCH
Corpo Docente:
ALCIMARA APARECIDA FÖETSCH – Mestre em Geografia
GILBERTO LUIS GONÇALVES – Mestre em Geografia
HELENA EDILAMAR RIBEIRO BUCH – Mestre em Geografia
MARCOS ANTONIO CORREA – Mestre em Geografia
PAULO SÉRGIO MEIRA ROCHA – Mestre em Geografia
SÉRGIO ROBERTO FERREIRA DOS SANTOS – Mestre em Geografia
SUELI REGINA DA SILVA LIMA - Mestre em Geografia
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE GEOGRAFIA
Habilitação:
LICENCIATURA PLENA
Turno de Funcionamento:
NOTURNO
Número de vagas por turno:
QUARENTA (40)
Regime Acadêmico do Curso:
SERIADO ANUAL
Atos de Reconhecimento:
DECRETO FEDERAL Nº 74.750 DE 23 DE OUTUBRO DE 1974
PUBLICAÇÃO – D.O.U. 24 DE OUTUBRO DE 1974
APRESENTAÇÃO
O presente documento, Projeto Pedagógico do curso de Geografia da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória, apresentam as finalidades a serem alcançadas no decorrer do curso, que garantirão a constituição das competências objetivadas na Educação Básica, necessárias ao acadêmico para sua atuação como profissional licenciado em Geografia.
A Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória, Estado do Paraná, reconhecida pelo Decreto Federal nº 74.750 de 23 de outubro de 1974, procede alterações em sua estrutura curricular para adequação a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 que contempla a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão em todos seus cursos.
Diante desta exigência, o Curso de Geografia elaborou o presente documento, Projeto Pedagógico, que contou com a participação de todos os professores do Departamento, com apoio do corpo administrativo da Instituição.
Conforme o que determina a LDB 9394/96 torna-se indispensável no processo de elaboração do currículo pleno que este assuma a característica organizacional de um verdadeiro projeto pedagógico estruturado a partir da análise e da definição de fundamentos que nortearão a proposição posta nas Diretrizes Curriculares do curso, desde a inserção da Instituição e do curso na região em que atua, até o perfil do profissional a ser formado.
Nesta proposta mudamos e ampliamos o elenco de oferta das disciplinas optativas , destacamos que às 200 horas das atividades complementares acadêmico-científico-culturais permitirão o estímulo e a valorização das atividades desenvolvidas no colegiado, além daquelas vivenciadas nas disciplinas curriculares.
Muitos programas de disciplinas obrigatórias e optativas foram repensados ou criados, procurando conciliar a demanda da atual conjuntura profissional com que julgamos ser uma formação do professor de Geografia.
A reforma curricular aqui apresentada se restringe ao atual corpo docente (professores efetivos e colaboradores) e a infra-estrutura que dispomos atualmente.
Cabe por último ressaltar, que o Projeto Pedagógico do Curso de Geografia da FAFIUV, será avaliado contínua e sistematicamente, como forma de atender aos ajustes necessários para o bom andamento curricular.
Neste sentido é necessário uma Comissão Permanente de Acompanhamento e Avaliação do Projeto Pedagógico do Curso, que deve ser encarregada de desenvolver instrumentos de avaliação, assim como documentar os resultados obtidos. Da mesma forma, esperamos que mais recursos humanos e físicos viessem contribuir na melhoria desta proposta.
HISTÓRICO DO CURSO
A instituição iniciou suas atividades no ano de 1960, conforme consta em seus documentos de criação e instalação, apenas com os cursos de História e Pedagogia.
Em 1965, foi encaminhado a Secretaria de Educação do Estado a documentação que solicitava a abertura do curso de Geografia na instituição, sendo realizado Concurso Vestibular para provimento das vagas. A partir da instalação o curso funcionou normalmente, como ocorre até a presente data, infelizmente com número reduzido de professores, de acordo com documento publicado na Revista Luminária de 1972, eram 6 (seis) docentes.
Atualmente no ano de 2010, o Departamento de Geografia possui sete (7), sendo seis Professores efetivos e um professor temporário. Segundo documentos comprobatórios, tais como certificados em mãos de professores antigos do curso de Geografia, o Departamento através da criação do Centro de Estudos Geográficos, em seus primeiros anos promoveu semana de cursos de extensão universitária que depois continuou com os cursos de História e mais tarde Ciências, sendo que esta iniciativa gerou a Semana da Cultura, que se realiza atualmente no segundo semestre de cada ano.
A partir de 1990, teve início a Semana do meio Ambiente, que já virou tradição, com palestras durante os dias da semana, exposições, mini-cursos e Jornada de Atividades Práticas, que se realizam em campo, em locais determinados, planejado e preparados antecipadamente. Essa semana foi aos poucos se aprimorando e atualmente coincide com a primeira semana de junho, ressaltando que se comemora no dia 05 de junho o dia Mundial do Meio Ambiente.
A Semana do Meio Ambiente promovida pelo Curso de Geografia propicia uma integração com os outros cursos da FAFI, os quais são convidados a participar tanto do Ciclo de Palestras (que a cada ano recebe uma nova temática) quanto das atividades de campo.
A partir do ano letivo de 2006, iniciou-se a programação do Simpósio de Geografia. O evento anual faz parte do calendário do segundo semestre, e tem por objetivo promover um contato maior entre os acadêmicos e palestrantes, fortalecendo a troca de experiências e permitindo, através de comunicações orais, a apresentação e divulgação dos trabalhos dos acadêmicos, não só do curso de Geografia, mas de outros cursos da FAFI e também de outras instituições. Esse Simpósio fará parte do calendário de atividades permanentes do curso e receberá a cada ano uma nova temática, atualizada e relacionada à produção do espaço.
No ano letivo de 2008, o Simpósio intitulou-se: “A Geografia como necessidade de leitura de mundo: Um diferencial na construção da identidade social do aluno”, cedendo também o nome a um projeto proposto pelos professores e aceito pelo programa Universidade sem Fronteiras. Em 2009, a edição IV do simpósio intitulou-se: Ensino e Representações Culturais no Espaço Geográfico.
De acordo com a Revista Luminária nº 2, de março de 1985, teve início o projeto Reverdecer, coordenado pelo Departamento de Geografia, em parceria com vários órgãos da sociedade organizadora de União da Vitória - PR. Após o plantio das árvores, nos seus primeiros anos, o projeto foi reassumido pelo Departamento de Geografia com readequação da Arborização a partir de 1998, em parceria com a Prefeitura Municipal de União da Vitória, IAP e COPEL. No entanto, este projeto atualmente encontra-se ligado aos trabalhos finais de Estágio Supervisionado, onde alguns acadêmicos interessados pela temática se dispõem a trabalhá-la.
Outros projetos de extensão, ensino e pesquisa são realizados todos os anos por professores do departamento de geografia, para professores da região de abrangência da FAFI, bem como seus acadêmicos.
A partir de 1967, foi criado por um grupo de alunos da época a Associação de Professores e Acadêmicos de Geografia, com o objetivo de realizar reuniões anuais de confraternização, e este evento se realiza no final de cada segundo semestre de cada ano. Atualmente, o evento se traduz em um jantar de confraternização, para o qual são convidados ex-alunos, ex-professores e também acadêmicos regularmente matriculados, professores atuais e direção da faculdade. Em cada jantar, é eleita uma nova comissão para organizar o jantar do ano seguinte.
Vale destacar que todos os anos os alunos calouros, ingressantes no curso, são recepcionados em um jantar de confraternização promovido pelos alunos do curso, essa já é uma tradição do Curso de Geografia, que tem por objetivo, recepcionar e dar as boas vindas aos novos alunos.
Sempre que possível os professores do Departamento de Geografia tem participado de seminários, simpósios e congressos, tanto a nível regional (em outras universidades locais) quanto nacionais. Além de participação dos professores já mencionados, os acadêmicos são convidados a participar de excursões de estudo em locais previamente escolhidos, com objetivo de ampliar conhecimentos pertinentes a Geografia.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E PRINCÍPIOS NORTEADORES
O presente documento, Projeto Pedagógico do Curso de Geografia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória apresenta as finalidades a serem alcançadas no decorrer do curso, que garantirão a constituição das competências objetivadas na Educação Básica, necessárias ao acadêmico para sua atuação como profissional licenciado em Geografia.
A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória, Estado do Paraná, reconhecida pelo Decreto Federal nº 74.750 de 23 de outubro de 1974, procede alterações em sua estrutura curricular para adequação a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 que contempla a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão em todos seus cursos.
Diante desta exigência, o Curso de Geografia elaborou o presente documento, Projeto Pedagógico, que contou com a participação de todos os professores do Departamento, com apoio do corpo administrativo da Instituição.
Conforme o que determina a LDB 9394/96 torna-se indispensável no processo de elaboração do currículo pleno que este assuma a característica organizacional de um verdadeiro projeto pedagógico estruturado a partir da análise e da definição de fundamentos que nortearão a proposição posta nas Diretrizes Curriculares do curso, desde a inserção da instituição e do curso na região em que atua, até o perfil do profissional a ser formado.
Para tanto, na perspectiva de flexibilização das estruturas curriculares, transformando conteúdos e técnicas em percursos possíveis para a formação do pesquisador e profissional em Geografia, serão buscados caminhos para superar a simples transferência de conhecimentos para assumir a liberdade da crítica e da criação sem abrir mão do rigor científico e metodológico, cabendo aqui citar Paulo Freire (1996) ”... ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”.
A organização curricular de cada instituição, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais Para a Formação de Professores da Educação básica no seu artigo 2º, deverá observar outras formas de orientação para a formação de docentes, entre as quais o preparo para o ensino visando à aprendizagem do aluno, o acolhimento e o trato da diversidade, o exercício de atividades de enriquecimento cultural, o aprimoramento em práticas investigativas, a elaboração e execução de projetos de desenvolvimento de conteúdos curriculares, o uso de tecnologias da informação e da comunicação e de metodologias, estratégias e materiais de apoio inovadores e o desenvolvimento de hábitos de colaboração e de trabalho de equipe.
De um modo geral, serão estas as formas que nortearão a preparação do acadêmico do curso de Geografia para que possa contribuir para o desenvolvimento humano-social, percebendo-se como cidadão, assumindo a partir daí, uma postura crítica e um compromisso de agente colaborador na interpretação e na explicação para a transformação da realidade.
O papel do professor de Geografia na Educação Básica é o de tornar o aluno percebedor dos problemas no espaço geográfico, sejam estes de ordem física, política, social ou ambiental e de levá-lo a encontrar meios para a resolução dos mesmos.
A Geografia como uma área de conhecimento, num processo de desenvolvimento histórico, veio consolidando teoricamente sua posição como uma ciência que busca conhecer e explicar as múltiplas interações entre a sociedade e a natureza. Andrade esclarece que:
Cabe a Geografia, estudando as relações entre a sociedade e a natureza, analisar a forma como a sociedade atua, criticando as técnicas e as formas sociais que melhor mantenham o equilíbrio biológico e o bem estar social. Ela é uma ciência eminentemente política, no sentido aristotélico do termo, devendo indicar caminhos à sociedade, nas formas de utilização da natureza. Daí admitirmos que a Geografia é eminentemente uma ciência social, uma ciência da sociedade. (ANDRADE, 1967, p. 19)
Para tanto, procurarmos valorizar a prática pedagógica na sua totalidade, proporcionando uma sólida fundamentação teórica e metodológica aos acadêmicos, numa perspectiva de construção do conhecimento teórico-científico capaz de interpretar e explicar a realidade dinâmica das transformações pela qual o mundo passa, com as novas tecnologias, novos recortes de espaço e tempo, predominância do instantâneo e do simultâneo e as complexas interações entre as esferas do local e do global afetando profundamente o cotidiano das pessoas.
A formação do professor investigador se faz necessária para dar conta de uma prática pedagógica que leve seus alunos a desenvolverem capacidades de aprender, refletir e criar, superando a mera reprodução de conhecimentos.
Assim, cabe ao professor, formador de docentes, estar num processo de formação continuada, procurando interagir com outros docentes nas diversas disciplinas do curso como também com outros cursos da instituição.
Para tanto se fará necessário planejar ações voltadas a formação continuada dos docentes para que possam desenvolver uma prática pedagógica com metodologias adequadas à aprendizagem de todos os acadêmicos, onde a avaliação seja diagnóstica e formativa, que conduza à reflexão sobre todo o processo ensino-aprendizagem, para retomadas, onde nenhum acadêmico deixe de se apropriar do conhecimento teórico-científico a que tem direito e que veio buscar no curso, na instituição.
Tendo em vista a complexidade e a diversidade da sociedade atual, este profissional deverá estar preparado para interagir com várias áreas, o que implica necessariamente em um estímulo a leitura interdisciplinar como pressuposto de uma formação sólida e ampla, o que por sua vez constituem-se no fundamento da reconfiguração da atuação deste profissional consoante as exigências contemporâneas que direcionam para outras dimensões, além do ensino e da pesquisa, tais como a assessoria a conservação do patrimônio histórico e ambiental, as quais são cada vez mais demandadas pela sociedade atual que busca profissionais conscientes de seu papel de cidadão.
O profissional da Geografia deverá saber usar em seu trabalho – Ensino, pesquisa e atividades de campo, conhecimentos adquiridos na formação acadêmica a partir dos princípios e métodos e técnicas da ciência geográfica.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO CURSO
- Compromisso com a construção do conhecimento geográfico, cultura brasileira, e com a democracia cidadã;
- Compromisso ético com a vida e suas diferentes manifestações naturais e sociais;
- Respeito à pluralidade de indivíduos, ambientes, cultura e interação profissional;
- Compromisso com a qualificação e competência com o profissional da Geografia;
- Atuação propositiva em busca de soluções relativas a questões ambientais;
- Envolvimento permanente com os fundamentos teóricos e metodológicos da ciência Geográfica;
- Desenvolvimento das habilidades gerais e específicas da Geografia.
OBJETIVOS E METODOLOGIAS
OBJETIVOS
- Instrumentalizar o acadêmico de Geografia com conhecimentos teóricos metodológicos para que na sua prática pedagógica como professor garanta aos alunos da Educação Básica o desenvolvimento de capacidades de observação, de interpretação, de análise para pensar criticamente a realidade, para melhor compreendê-la e identificar as possibilidades de transformação no sentido de superar suas contradições.
- Formar profissionais que sejam capazes de produzir projetos de ensino e pesquisa, bem como planos de trabalho referentes a atividades artísticas, culturais e de preservação do patrimônio histórico e ambiental.
- Ser capaz de buscar o trabalho interdisciplinar e a formação de um coletivo para aprofundar a compreensão da realidade.
METODOLOGIA
Tendo por pressuposto a compreensão de espaço enquanto um processo histórico e desigual e contraditório, faz-se necessário entender a realidade contemporânea, entendida como um complexo de relações que se dão em determinado lugar e em determinado momento, e que é possível de ser captada através da observação orientada pelo professor para que o aluno chegue a um entendimento do lugar onde vive de uma maneira articulada (globalizante).
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais a aprendizagem deverá ser orientada pelo princípio metodológico geral, que conduza à ação-reflexão-ação e que aponta a resolução de situações-problemas como uma das estratégias didáticas privilegiadas.
PROCEDIMENTO METODOLÓGICO DE APRENDIZAGEM DAS DISCIPLINAS
Os procedimentos metodológicos de aprendizagem das disciplinas devem estar explicitados no programa e consistem na especificação do conjunto dos métodos e técnicas a serem operacionalizados pelo professor e pelos alunos para definir a forma do desenvolvimento do conteúdo programático.
A metodologia deverá empregada deverá estimular a participação efetiva dos alunos no desenvolvimento dos alunos devendo ser apresentada pormenorizadamente, ou descrita genericamente, a critério do professor. Neste particular cabe especial atenção a viagem de estudos as aulas de campo, a qual se deve vincular não só a área de conhecimento em que se insere a disciplina, mas também ao processo de formação do profissional. Os métodos poderão ser qualitativos e/ou quantitativo, conforme a disciplina, devendo o aluno familiarizar-se com os equipamentos e materiais do colegiado.
Esses procedimentos estarão baseados no instrumental analítico que será utilizado em cada disciplina. As técnicas compreendem o uso das mais variadas ferramentas tradicionais e/ou eletrônicas que busquem facilitar o entendimento das questões tratadas, tais como quadro de giz, transparência, vídeo, CD, Power Point, equipamentos de multimídia entre outras. Também merece ser estimulada a observação nas aulas de campo, o registro organizado das mesmas e a análise do que foi observado e a criatividade na produção de resultados concretos, como exposição oral de trabalho, apresentação de relatório de saídas a campo, organização de seminários e a comunicação externa, através de trabalhos voltados à Iniciação Científica, criação artísticas e culturais.
Através do programa das disciplinas, o professor apresentará aos alunos os procedimentos metodológicos a serem adotados na disciplina bem como as demais indicações e exigências a serem solicitadas durante o desenvolvimento da mesma.
O Programa é acompanhado pelo ementário, objetivos procedimentos metodológicos, conteúdos, avaliação, e referencial teórico, é o documento básico a ser apresentado aos alunos e enviado a secretaria da Instituição no início do semestre de cada ano letivo.
FORMAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DO PROCESSO DO ENSINO DE APRENDIZAGEM
O processo de formação do profissional de Geografia deve garantir o desenvolvimento conhecimentos adquirido na formação acadêmica a partir dos princípios e métodos e técnicas da ciência geográfica, apontadas no início deste projeto. Mas para que isso se cumpra torna-se necessário a presença de instrumentos de avaliação periódica do processo ensino-aprendizagem, com intuito de alcançar os objetivos propostos reajustando, se necessário, as estratégias de ensino.
A avaliação não deve ser pensada apenas como um processo classificatório, de aprovação e reprovação, mas, principalmente como instrumento voltado a formação do aluno. Assim deve-se avaliar tanto o conhecimento adquirido quanto a capacidade de pô-los em prática, expandi-los garantindo deste modo o uso funcional das competências e habilidades necessária a formação de um geógrafo.
Para tanto a elaboração dos instrumentos de avaliação por parte do professor deve ser precedida de uma reflexão dos critérios a adotar. Vasconcelos (1998:68) ao estudar as mudanças na avaliação da aprendizagem, recomenda que os instrumentos de avaliação devam ser:
Reflexivos – que superem as simples repetição de informações, mas estabeleçam relações.
Abrangentes - que contenha uma mostra significativa do que esta sendo trabalhado.
Contextualizadas – que permita a compreensão do que esta sem solicitado em relação ao que será praticado profissionalmente.
Claros e compatíveis – em relação aos conteúdos trabalhados.
A conjugação destes instrumentos proporcionou ao professor os elementos necessários a um bom processo de avaliação.
Em relação a avaliação dos domínios do conteúdo poderão ser utilizados instrumentos como :
- Provas dissertativas e orais
- Seminários
- Debates
- resenhas
- Análises de textos
- Atividades referentes a saídas de campo
- atividades de grupo
- relatórios de estagio nas Instituições de Ensino
- Trabalho Final de Estágio Supervisionado em Banca Avaliadora
Tudo isso, supondo que ocorra; discussão, análise crítica dos conteúdos, explicação, interpretação e avaliação dos conteúdos das aulas, dos conceitos das categorias, das teorias das metodologias, das idéias das fontes, dos textos e dos livros estudados.
Cabe ressaltar em todo o processo ensino aprendizagem, que a avaliação não tem um fim em si mesmo. Ela se apresenta junto aquele, como um meio a ser utilizado para seu aperfeiçoamento.
O rendimento do aluno será verificado através de uma freqüência mínima obrigatória de 75% das aulas com aproveitamento de 70% pra as demais avaliações aplicadas. Serão consideradas como aproveitamento em cada disciplina, notas que variam de zero a dez. O aluno que não atingir a média final igual ou superior a 7,0 (sete) ficará em exame.
O Exame Nacional de desempenho dos Estudantes – ENADE é obrigatório conforme lei n. 10.861, de 14 de abril de 2004, sendo escrito no histórico escolar do estudante, atestada pela efetiva participação.
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
HABILIDADES
O curso de Graduação em Geografia deverá proporcionar o desenvolvimento das seguintes habilidades:
- Identificar e explicar a dimensão geográfica presente nas diversas manifestações do conhecimento;
- Articular elementos empíricos e conceituais, concernentes ao conhecimento científico dos processos espaciais;
- Reconhecer as diferentes escalas de ocorrência e manifestação dos fatos, fenômenos e eventos geográficos;
- Planejar e realizar atividades de campo referentes à investigação geográfica;
- Dominar técnicas laboratoriais concernentes a produção e aplicação do conhecimento geográfico;
- Propor e elaborar projetos de pesquisa e executivos no âmbito de área de atuação DA Geografia;
- Utilizar os recursos da informática;
- Dominar a língua portuguesa e um idioma estrangeiro no qual seja significativa a produção e a difusão do conhecimento geográfico;
- Trabalhar de maneira integrada e contributiva em equipes multidisciplinares.
COMPETÊNCIAS
- Compreender, analisar e representar os sistemas naturais;
- Analisar, e explicar as diferentes práticas e concepções concernentes ao processo de produção do espaço;
- Selecionar a linguagem científica mais adequada para tratar a informação geográfica, considerando suas características e o problema preposto;
- Avaliar representações ou tratamentos, gráficos e matemático-estatístico;
- Elaborar mapas temáticos e outras representações gráficas;
- Dominar os conteúdos básicos que são objetos de aprendizagem nos níveis fundamental e médio;
- Organizar o conhecimento espacial adequando-o ao processo de ensino-aprendizagem em geografia nos diferentes níveis de ensino.
PERFIL DO ALUNO NO CURSO GEOGRAFIA DA FAFIUV
Os princípios gerais de formação vigentes na FAFIUV, e a legislação que regulamenta o perfil o professor de Geografia orientam a definição e o perfil do egresso no Curso de Geografia da FAFIUV, neste sentido, definimos como princípios básicos:
- Manter o compromisso com a constante construção do conhecimento, produção científica e ética profissional.
- Estabelecer a interação ao mundo do trabalho aos princípios da cidadania e aos compromissos éticos com a vida em suas diferentes manifestações naturais e sociais.
- Garantir a autonomia científica e profissional.
- Respeitar a pluralidade profissional e a inter (trans) disciplinaridade do conhecimento Geográfico.
- Domínio dos fundamentos filosóficos teóricos e metodológicos da ciência Geográfica.
- Domínio da relação entre a relação entre o conceitual e o empírico e sua atuação na prática efetiva da atuação do profissional.
- Entendimento das dinâmicas sociais e naturais no processo de produção de conhecimento do espaço Geográfico.
- Aperfeiçoamento crescente das habilidades gerais e específicas da Geografia.
- Capacitação para elaborar propostas, visando soluções relativas as questões ambientais.
- Domínio dos Fundamentos teóricos didáticos e pedagógicos e/ou investigações necessárias a Prática de Ensino, do Estágio Supervisionado finalizando com o Trabalho final de Estágio Supervisionado.
PERFIL DO EGRESSO
Espera-se como um perfil comum a atuação ética, crítica, autônoma e criativa, respeito à pluralidade inerente aos ambientes profissionais, atuação positiva na busca de soluções de questões colocadas pela sociedade.
Também se tem como perfil específico esperado a compreensão dos elementos e processos concernentes ao meio natural e ao construído, com base nos fundamentos filosóficos, teóricos e metodológicos da geografia e a aplicação desse conhecimento na busca do desenvolvimento social; domínio e permanente aprimoramento das abordagens científicas pertinentes ao processo de produção e aplicação do conhecimento geográfico.
O graduado em Geografia deverá possuir formação para atuar como profissional da ciência geográfica, o que significa dizer que, para o desenvolvimento do perfil desejado, o projeto pedagógico deverá contemplar parâmetros de qualidade igualmente rigorosos no que concerne a estrutura, duração e tipos de atividades curriculares, bem como de abordagens propostas para a aquisição de domínio da natureza do conhecimento geográfico. Deverá também ser capaz de:
- Analisar interpretar e representar as diversas manifestações do conhecimento geográfico.
- Articular e contextualizar elementos empíricos e conceituais concernentes ao conhecimento científico.
- Interpretar as diferentes escalas espaços-temporais relacionadas a eventos e fenômeno geográfico.
- Através dos fenômenos Geográficos articularem e explicar elementos naturais e humanos.
- Planejar, propor elaborar e executar projetos de pesquisa e de extensão acadêmica no âmbito da Geografia.
- Dominar métodos e técnicas de laboratório instrumentais de campo relativa a produção e aplicação do conhecimento Geográfico.
- Dominar a língua portuguesa como forma de expressão para viabilizar a produção e a difusão do conhecimento Geográfico.
- Interpretar e elaborar mapas temáticos e outras representações gráficas e cartografia.
- Organizar e dominar os conhecimentos sobre natureza e sociedade, adequando-os ao processo ensino e aprendizagem em Geografia nos diferentes níveis de ensino.
- Planejar, elaborar, executar e analisar propostas desenvolvendo projetos do espaço urbano local e regional a partir da interpretação dos fenômenos geográficos.
ESTÁGIO REMUNERADO DOS ACADÊMICOS
O quadro a seguir apresenta os locais e as funções que o aluno estagiário do Curso de Geografia poderá desenvolver:
LOCAL |
FUNÇÃO |
IAP |
Mapeamento, cartográfico, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos. |
Prefeitura Municipal |
Recenseador, Cadastro de imóveis, Mapeamento Educação Ambiental, Setor da Agricultura, Auxiliar de trabalhos cartográficos e topográficos, Reambulador, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos. |
DER |
Auxiliar para construção e pavimentação de estrada de rodagem. Monitor de Eventos |
Secretaria da Saúde |
Auxiliar de Cadastro, pesquisa sobre saúde e epidemia, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos. |
INCRA |
Auxiliar de Educação Ambiental, auxiliar de regularização Fundiária, Reambulador, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos. |
EMATER |
Auxiliar de Educação Ambiental, Auxiliar de Cadastro e Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos. |
COPEL |
Auxiliar de Educação Ambiental, Auxiliar de Cadastro e auxiliar geral, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos |
SANEPAR |
Auxiliar de Educação Ambiental, Auxiliar de Cadastro e auxiliar geral, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos |
Secretaria da Agricultura |
Recenseador, Cadastro de imóveis, Mapeamento Educação Ambiental, Setor da Agricultura, Auxiliar de trabalhos cartográficos e topográficos, Reambulador, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos |
ONGS |
Recenseador, Cadastro de imóveis, Mapeamento Educação Ambiental, Setor da Agricultura, Auxiliar de trabalhos cartográficos e topográficos, Reambulador, Auxiliar de Planejamento. Monitor de Eventos |
COHAPAR |
Auxiliar de Educação Ambiental, Auxiliar de Cadastro e auxiliar geral, Auxiliar de Planejamento, Monitor de Eventos |
ATIVIDADES ACADÊMICAS COMPLEMENTARES
As atividades complementares são necessárias para que haja articulação entre a teoria e a prática, entre a pesquisa básica e a aplicada e para promover a integralização curricular para a aquisição do saber e das habilidades necessárias à formação do acadêmico. Há a necessidade de se contabilizar 200 horas de atividades complementares durante o curso.
Serão consideradas atividades complementares:
- Cursos em áreas afins realizados na FAFI;
- Programas de Iniciação Científica e Simpósios;
- Eventos científicos na área e afins;
- Semana da Cultura da FAFI;
- Seminários de Educação, mediante comprovação com certificados;
- Apresentação de trabalhos em eventos.
No entanto, a contabilização destas horas de atividades complementares dependerá da relação direta com as temáticas abordadas pela Geografia. Os casos omissos, não constantes neste documento, serão resolvidos pelo Colegiado do Curso.
COMPLEMENTAÇÃO DE CARGA HORÁRIA NOS SÁBADOS
A Resolução nº 3 de 02/07/2007, no seu artigo 3º prevê a carga horária mínima dos cursos superiores em horas (60 minutos), de atividades acadêmicas e de trabalho discente efetivo. Como esta IES adotou horas aulas de 50 minutos, são desenvolvidos projetos que complementam a carga horária exigida.
Assim sendo, acrescentou-se um item aos conteúdos programáticos de cada disciplina chamado de “Atividades práticas”, onde o cada docente irá especificar a maneira com que pretende complementar a carga horária de sua disciplina.
Ressalta-se que em virtude da Geografia possibilitar uma grande variedade de estudos de campo, os professores irão privilegiar estas atividades para sua complementação de carga horária nos finais de semana. No entanto, obedecendo aos conteúdos de suas disciplinas e mediante avisos prévios aos acadêmicos. Serão também realizados, nos sábados, encontros com o objetivo de auxiliar os acadêmicos no sentido de preparação de TFES e trabalhos a serem apresentados na FAFIUV e em outras instituições, visando assim divulgar os trabalhos desenvolvidos pelo Colegiado de Geografia.
AUTO AVALIAÇÃO DO CURSO E DO DESEMPENHO ACADÊMICO
A avaliação Institucional na FAFIUV (a qual estamos iniciando) é concebida como um processo organizado a fim de colher subsídios para a melhoria e o aperfeiçoamento da qualidade institucional. Têm como foco os processos, fluxos, resultados e estruturas, buscando dar suporte ao processo de planejamento institucional, identificando insuficiências, apontando vantagens, subsidiando a sugestão de diretrizes e critérios para as políticas e metas da Instituição pela produção de informação para tomada de decisões.
Essa avaliação torna-se o alicerce da gestão universitária, propiciando condições de verificar a eficiência da configuração institucional adotada, qual a sua adequação aos objetivos institucionais, qual a relação entre as definições contidas, os princípios e fins da FAFI-UVA e, as práticas efetivas do cotidiano, promovendo condições para que a instituição consiga identificar suas práticas refletir sobre seus limites e possibilidades, explicar suas políticas, os seus objetivos e o seu projeto para o futuro.
Entendemos que por meio da avaliação institucional aparecerão que nos darão suporte: para melhorar o que é necessário. Consideramos fundamental a participação dos professores, alunos e de todas as pessoas envolvidas e interessadas na educação com o elevado propósito de se promover o aperfeiçoamento intelectual e o preparo profissional. A auto avaliação do curso vem sendo realizada nas reuniões semanais do Departamento, momentos nos quais são discutidos pelo grupo de professores. A partir dessas reflexões estabelecem-se novas metas e alteram-se procedimentos. Estes momentos são fundamentais porque possibilitam aos professores elementos de integração entre si além de oferecer uma visão do conjunto sobre o todo do curso permitindo melhor ajustamento aos planejamentos e assim ter melhor condições de avaliação, seja de sua própria atividade, seja do desempenho dos alunos.
Entendemos que as instituições de Ensino Superior precisam aperfeiçoar seus procedimentos e conceitos sobre a avaliação da aprendizagem dos seus alunos. Isso exige aprendizagem, novas mudanças de hábitos no fazer pedagógico do professor. Penna Firme (2004) nos faz refletir que “avaliar pode ser um empreendimento de sucesso, mas também de fracasso; pode conduzir a resultados significativos ou respostas sem sentido; pode defender ou ameaçar”. Nesse sentido o desafio que impõe essa concepção de avaliação resulta na mudança de pensar o que é preciso fazer para criar e desenvolver formas de avaliar que sejam realmente utilizados para reduzir incertezas, melhorar a aprendizagem e tomar decisões relevantes.
O Departamento de geografia, imbuído por essa concepção tem desenvolvido ações que buscam dar conta do desafio de caminhar para inovações teórico-metodológicas, partindo do princípio que a concepção de avaliação deve deslocar-se da idéia de atividades avaliativas e medidas de desempenho para procedimentos de encaminhamento dos processos de aprendizagem. A medida de um desempenho por meio de testes, provas, exercícios, tarefas, trabalhos, etc., é um componente da avaliação mas não o único que deve estar presente no processo e no conceito de avaliação da aprendizagem.
Percebemos e compartilhamos a idéia de que um dos componentes fundamentais do processo de avaliação é o procedimento do professor em relação aos resultados. A avaliação deve ser uma condição de aprendizagem; se os resultados não foram o que consideramos “adequados”, “relevantes” a partir de nossos parâmetros de julgamento, se faz necessário oferecer aos alunos outras condições que lhes permitam retornar, corrigir, completar ou aperfeiçoar o que aprenderam como uma oportunidade de correção das aprendizagens equivocadas ou insuficientes.
A avaliação do desempenho do aluno é tema nas discussões nas reuniões de Departamento de geografia porque estamos procurando quebrar alguns paradigmas. Entendemos que mais importante que atribuir zero ou reprovar é estarmos convencidos de que precisamos fazer com que os alunos sejam participantes ativos do processo de ensino aprendizagem e que eles possam realizar aprendizagens de aptidões de interesse, sob a coordenação do professor e nesse caso nenhum aluno ficará sem nota e correrá o risco de ser avaliado por uma só atividade.
Para atingir tais propósitos os docentes do Curso de Geografia, vem realizando avaliações contínuas em função dos objetivos propostos, valorizando todas as atividades dos alunos para depois chegar a um computo final por disciplina no semestre. Avaliamos produções escritas e orais, resenhas, fichamentos, elaboração e execução de projetos e produção de artigos. Valorizamos também o esforço de cada aluno, tomando como referência um diagnóstico inicial e sua trajetória no curso.
Nosso sistema de avaliação para os efeitos de oficializar a promoção segue os critérios formalizados pelo Regimento Interno da Instituição, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. É inegável que avaliamos também para obter nota, pois é uma exigência do sistema educacional porém, é importante se fazer uma análise, dentro de outra postura, percebendo o processo de evolução do nosso dia-a-dia do trabalho escolar. Entendemos que a avaliação deve ser meio de fornecer subsídios para o projeto de ensino do professor, questionando, criando hipóteses lógicas e reconstruindo conhecimento e o fazer pedagógico. O processo de avaliação deve ser de continuidade no trabalho do educador e não um ato de julgamento.
Outro aspecto que merece ser destacado é o fato de que nossos alunos estão sendo preparados para serem professores e certamente a forma de agir de seus professores irá repercutir nas suas práticas nas escolas. Portanto, se faz necessário que haja por parte dos docentes nos cursos de formação de professores a postura ética, como afirma a professora Thereza Penna Firme:
Deve ser conduzida de modo ético e legal. Respeitando os direitos do aluno, sua dignidade e seu bem estar, bem como o de outros atingidos pela avaliação – com atenção as necessidades do aluno – procedimentos consistentes e justos, de acordo com a ética profissional, considerando a privacidade da informação. Tratar o aluno com respeito em todo o processo, de tal modo que sua auto-estima, motivação, reputação e oportunidades de crescimento sejam protegidas. A informação deve ser equilibrada, mostrando aspectos de sucesso/potência, dados e dificuldades, evitando conflitos e, se ocorrem, resolvê-los com honestidade e respeito (PENNA FIRME, 2001)
Dessa concepção da avaliação que se constituíram poderoso desafio aos educadores do século XXI torna-se imprescindível o diálogo entre todos os envolvidos no processo.
MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE GEOGRAFIA
|
SÉRIES |
|
1ª |
2ª |
3ª |
4ª |
|
DISCIPLINA |
T |
*P |
T |
*P |
T |
*P |
T |
*P |
TOTAL |
Cartografia |
57 |
15 |
62 |
10 |
|
|
|
|
144 |
Metodologia do Ensino da Geografia |
57 |
15 |
62 |
10 |
98 |
10 |
134 |
10 |
396 |
Epistemologia da Geografia |
57 |
15 |
|
|
|
|
|
|
72 |
Geografia da População |
57 |
15 |
|
|
|
|
|
|
72 |
Hidrogeografia |
57 |
15 |
|
|
|
|
|
|
72 |
Métodos e Técnicas de Pesquisa Geográfica |
57 |
15 |
|
|
|
|
|
|
72 |
Produção Textual |
57 |
15 |
|
|
|
|
|
|
72 |
Psicologia da Educação |
57 |
15 |
|
|
|
|
|
|
72 |
Biogeografia |
|
|
62 |
10 |
|
|
|
|
72 |
Climatologia |
|
|
62 |
10 |
|
|
|
|
72 |
Didática de Geografia |
|
|
62 |
10 |
|
|
|
|
72 |
Fundamentos de Geologia |
|
|
62 |
10 |
62 |
10 |
|
|
144 |
Geografia das Américas |
|
|
62 |
10 |
|
|
|
|
72 |
Geografia Econômica |
|
|
62 |
10 |
|
|
|
|
72 |
Ciências do Meio Ambiente |
|
|
|
|
62 |
10 |
62 |
10 |
144 |
Geografia Agrária |
|
|
|
|
62 |
10 |
|
|
72 |
Geografia da Europa e Ásia |
|
|
|
|
62 |
10 |
|
|
72 |
Geografia do Brasil |
|
|
|
|
62 |
10 |
62 |
10 |
144 |
Geomorfologia |
|
|
|
|
62 |
10 |
|
|
72 |
Prática da Pesquisa Geográfica |
|
|
|
|
36 |
36 |
|
|
72 |
Astronomia |
|
|
|
|
|
|
62 |
10 |
72 |
Geografia da África, Oceania e Antártida |
|
|
|
|
|
|
62 |
10 |
72 |
Geografia do Paraná |
|
|
|
|
|
|
62 |
10 |
72 |
Geografia Política |
|
|
|
|
|
|
62 |
10 |
72 |
Sub Totais Semanais Obrigatórias |
16 |
16 |
16 |
16 |
|
*Optativas |
57 |
15 |
62 |
10 |
62 |
10 |
|
|
144 |
*Estágio Supervisionado |
|
|
|
|
200 |
|
200 |
|
400 |
Atividades Complementares |
200 |
Total |
3084 |
*Serão oferecidas três disciplinas na condição de optativas, na 1ª, na 2ª e na 3ª séries, sendo que os acadêmicos terão que fazer duas disciplinas optativas.
As Práticas nos Componentes Curriculares serão desenvolvidas ao longo do Curso, inclusive nas disciplinas optativas, totalizando 400 horas, constando no planejamento dos professores.
EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS
1º ANO
GEOGRAFIA CULTURAL
Diferentes conceitos de Cultura (abordagens históricas e contemporâneas); Mapas mentais e o imaginário coletivo; Diferentes espaços de representação da cultura; Ritos e rituais; Legado cultural e tradições; Cultura, espaço e arquitetura; a Paisagem Cultural; Identidades culturais: permanências e transformações; cultura e lugar; espacialidade dos fenômenos religiosos; Espaço Sagrado e Espaço Profano.
Na disciplina também serão estudados os conceitos teóricos e as teorias de Stuart Hall, Denis E. Cosgrove, James S. Duncan e outros. Inclui-se ainda, estudar a produção da Geografia Cultural de estudiosos, como: Zeny Rosendhal, Roberto L. Corrêa e Paul Claval.
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA GEOGRÁFICA
O Estudo de Métodos e Pesquisa em Geografia, visa a instrumentalização do acadêmico na teoria e prática da pesquisa científica na área geográfica.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Raízes da psicologia; Concepções de desenvolvimento: correntes teóricas repercussões na escola; Processos básicos do comportamento; Psicologia da adolescência; Personalidade; Sistemas teóricos de interpretação do processo ensino-aprendizagem; O professor e o processo ensino- aprendizagem.
GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO
Interpretação dos Fatos Antropogeográficos: Escolas Determinista e Possibilista; Ocupação Improdutiva do Solo; Conquista animal e vegetal. O homem e o meio: Evolução e sobrevivência humana nos diversos meios geográficos; meio social e meio cultural. Demografia: Fatores demográficos do crescimento populacional; necessidade e importância dos Censos Demográficos; Movimentos populacionais, fatores centripetantes e centrifugantes; Explosão ou transição demográfica; Movimentos da humanidade e Migrações para o Brasil.
HIDROGEOGRAFIA
Estudo das águas continentais e oceânicas, através dos seus diferentes cursos, circulação da água subterrânea, características das águas lacustres e estudo dos oceanos.
METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA
Analise dos conteúdos sistematizados ministrado nas Escolas, investigando, articulando conteúdo prático, teórico e científico. Reflexões teóricas a respeito do Ensino da Geografia. Conhecimento das metodologias teóricas - práticas, para o entendimento do Ensino Aprendizagem do ensino da Geografia.
EPISTEMOLOGIA DA GEOGRAFIA
Evolução do pensamento geográfico; epistemologia da geografia: objeto de estudo, conceitos e objetivos; geografia clássica e escolas; Geografia contemporânea; Pesquisa-Ensino; Geografia Escolar. Questões epistemológicas; Vertentes geográficas e perspectivas da ciência Geográfica.
CARTOGRAFIA GERAL
Conceito e objetivo da Cartografia; História dos Mapas Escala e Projeções; Confecções de Mapas; Levantamento do terreno e do solo; Mapas oficiais e profissionais; Técnicas modernas de arquivamento de mapas.
PRODUÇÃO TEXTUAL
Leitura e análise de textos, produção de diversos gêneros textuais, reflexão sobre a adequação comunicativa em diferentes situações de interação verbal e escrita. Noções fundamentais sobre coesão, coerência, clareza e progressão temática na produção textual. Revisão de aspectos gramaticais básicos. Análise lingüística.
2º ANO
DIDÁTICA DA GEOGRAFIA
Desenvolver metodologia para Ensinar a trabalhar Geografia com aluno adolescente, identificando sua realidade como um espaço inserido no mundo construído e modificado pelo homem.
CARTOGRAFIA TEMÁTICA
A disciplina apresenta noções básicas de cartografia temática como: cartografia básica, sensoriamento remoto, interpretação de gráficos, cores, símbolos, assim como materiais e regras para desenhos, composição e desenhos de mapas, globos, diagramas, cartograma e interpretação de diversos mapas.
GEOGRAFIA ECONÔMICA
Desenvolvimento Econômico: exploração dos recursos naturais, humanos e tecnológicos. Mundo desenvolvido e mundo subdesenvolvido. População Ativa e Inativa; Setores de atividades produtivas que envolvem a população. Processo de Desenvolvimento do Capitalismo Comercial, Industrial e Financeiro. Geografia Política e Geopolítica: Princípios; formação e elementos de Estados, territórios e governos. Fronteiras: histórico, tipos, evolução; arbitragem; Uti-possidetis e o Direito Internacional.
FUNDAMENTOS DE GEOLOGIA
Procurar refletir as formas do saber e do fazer saber pertinentes à construção do conhecimento na área de Geologia e afins. Esta disciplina ainda procura orientar e mostrar ao discente a importância do estudo das ciências geológicas para o desenvolvimento social, econômico e cultural de uma sociedade durante sua evolução.
BIOGEOGRAFIA
Estudar os distintos fatores que interferem na distribuição, adaptação, expansão e associação dos seres vivos e fatores ecológicos em suas inter-relações.
GEOGRAFIA DA AMÉRICA
Regionalização do espaço; Aspectos físicos das Américas; População das Américas; Estados Unidos e Canadá; O México e a América Central; As Guianas; A Região Andina e Países Platinos; As Associações Americanas.
METODOLOGIA DO ENSINO DA GEOGRAFIA
A Geografia Escolar: fundamentação teórico-metodológica; Principais Abordagens Geográficas e suas aplicações no Ensino; Profissionalização do Professor; professor e a qualidade do ensino. Legislação Educacional – LDBEN 9.394-96; PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais); DCE (Diretrizes Curriculares Estaduais) PR e SC.
CLIMATOLOGIA
Estudo do ar atmosférico, sua mecânica e movimentos, suas camadas, a água na atmosfera, seus fenômenos e seus diferentes tipos de climas.
GEOGRAFIA HURBANA
Definição e evolução do fenômeno urbano. As cidades: os sítios, o crescimento horizontal e vertical, a estrutura urbana, as áreas funcionais, o sistema viário e a circulação. A interdisciplinaridade dos estudos urbanos. Centralidade, hierarquia e redes urbanas. Conjuntos urbanos complexos: áreas metropolitanas e conurbação. Valor e renda da terra. Planejamento urbano, meio ambiente e qualidade de vida no meio urbano. Paisagens, usos do solo e culturas urbanas.
3º ANO
CIÊNCIA DO MEIO AMBIENTE
Proporcionar ao acadêmico o conhecimento das causas e conseqüências das principais questões ambientais locais e globais, estabelecendo uma relação entre a sensibilização ao meio ambiente e a aquisição de atitudes para participar da resolução de problemas ambientais.
GEOGRAFIA AGRÁRIA
Geografia agrária: características; Agro-indústrias, produção e os desajustes sociais, feiras agro-ecológicas. Agricultura familiar: origens, formas e desenvolvimento no mundo e as peculiaridades do Brasil, produtos coloniais. Geografia do campo: exportação, produtos, bicombustíveis e energia.
FUNDAMENTOS DE GEOLOGIA
Levar o discente a refletir as formas do saber e do fazer saber pertinentes à construção do conhecimento na área de Geologia e afins. Refletir acerca dos parâmetros educacionais em Geologia, visando uma discussão sobre as concepções existentes com relação à formação de professores, inseridas nas novas abordagens educacionais e as tendências teóricas do ensino de Geografia. Discutir assuntos temáticos em Geologia e proporcionar as discentes idéias para um trabalho pedagógico que resulte na formulação de problemas e de conceitos relativos à dinâmica da Terra e ao tempo geológico para que sejam trabalhados enquanto os temas de trabalho de conclusão de curso e outros.
PRÁTICA DA PESQUISA GEOGRÁFICA
Prática da Pesquisa Geográfica: conceitos, objetivos; Construção Intelectual do Projeto de Pesquisa; Estrutura do Projeto; Elaboração do Trabalho Final; Apresentação da Pesquisa.
GEOMORFOLOGIA
Estudar as formas de relevo terrestre, sua evolução, bem como os processos, sistemas e ciclos que atuaram na sua esculturação.
GEOGRAFIA DA EUROPA E DA ÁSIA
Estudo dos aspectos físico, humano, político e econômico da Europa e Ásia, bem como dos países Insulares, procurando estabelecer uma visão integradora entre a ação humana e os fatores geográficos, analisando as diversidades e antagonismos pertinentes à estas regiões.
METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA
Estágio supervisionado de atividades didático-pedagógicas, com orientação específica para o ensino da geografia, através de atividades em situações concretas da Prática de Ensino nas instituições de Ensino, no primeiro semestre no Ensino Fundamental e no segundo semestre no Ensino Médio. As propostas metodológicas e práticas de ensino em geografia se propõem em colaborar para a construção do conhecimento geográfico até sua forma de aplicação teórica e metodológica. Sessões de orientação para elaboração de projeto de ensino e seminários. Aplicação dos projetos de ensino e regência nas escolas.
GEOGRAFIA DO BRASIL
Estudo das Regiões Brasileiras abordando sua formação política e situação geográfica. Os aspectos físicos, biogeográficos e econômicos de cada região.
GEOGRAFIA DO TURISMO
Aplicação do conhecimento geográfico à atividade do turismo, com destaque para a compreensão das potencialidades do meio físico, bem como dos contextos geohistórico, geoeconômico e populacional na criação de sítios de interesse turístico e na exploração da atividade. Geografia e Turismo fundamentam-se nas paisagens naturais do Brasil nas condições e sazonalidades climáticas, cobertura vegetal, águas continentais brasileiras, habitat rural, funções e relações das cidades brasileiras na Amazônia, nordeste e centro-sul do Brasil, delineando assim a representação cartográfica do turismo nacional.
4º ANO
GEOGRAFIA DO BRASIL
Estudo das Regiões Brasileiras abordando sua formação política e situação geográfica, bem como os aspectos físicos, humanos e econômicos de cada região.
GEOGRAFIA DO PARANÁ
Estudo das Regiões Paranaenses abordando sua formação política e situação geográfica, bem como os aspectos físicos, humanos e econômicos de cada região.
METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA
Orientação, estudo, propostas metodológicas de ensino e estágio supervisionado, atividades didáticas específicas para o ensino da Geografia visando estabelecer a relação teórico-prática na realidade do aluno, treinamento e prática das habilidades de ensino. Sessões de orientação para elaboração de projeto de ensino e seminários. Aplicação dos projetos de ensino e regência nas escolas. Culminando com a apresentação do TFES, Trabalho Final de Estágio Supervisionado de acordo com o Projeto Pedagógico do Curso de Geografia, perante banca examinadora.
GEOGRAFIA FÍSICA
Tem por finalidade proporcionar ao aluno de geografia uma visão do cosmos, bem como da localização de cada planeta e constelação, sua localização em relação ao espaço sideral, mostrando e discutindo sobre a evolução da origem do Universo. Também procura enfocar mais criteriosamente o planeta Terra e suas mudanças no cenário físico, químico e biológico, aventando estas mudanças a fenômenos que estão ligados a elementos astronômicos e siderais, viabilizando assim ao aluno não somente o entendimento, mas sim a assimilação destes fatores mediante aulas pratica e teóricas.
GEOGRAFIA HUMANA
A produção mundial de bens de consumo. A indústria pesada e demais indústrias que alimentam o comércio, o transporte e a circulação de mercadorias que estão ligadas a lei de mercado.
CIÊNCIA DO MEIO AMBIENTE
Identificar, localizar, analisar e interpretar os diferentes processos e sistemas do meio ambiente em uma interação dinâmica e com aulas práticas.
GEOGRAFIA REGIONAL
O estudo da África, Oceania e Regiões Polares, entendem os aspectos físicos, humanos, históricos, suas unidades geográficas, divisões políticas, econômicas e as suas evoluções.
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
O Estágio Curricular Supervisionado é uma etapa obrigatória dos Cursos de Formação de Professores. A carga horária definida nos planejamentos curriculares dos Cursos de Formação de Professores, será de 400 (quatrocentas) horas, distribuídas nas 3as e 4as séries. Poderá ser desenvolvido em mais de uma Instituição de Ensino pública ou privada e o horário deverá ser compatível com a jornada do curso, de forma a não prejudicar as atividades acadêmicas.
Poderão ter redução da carga horária do Estágio Curricular Supervisionado até o máximo de 200 (duzentas) horas, na 3ª série, os alunos que exerçam, com um mínimo de dois anos, atividade docente regular na Educação Básica na disciplina de Geografia:
- Para obter essa redução de c/h o aluno deverá dirigir-se ao Setor de Controle Acadêmico da FAFI, apresentando documentação comprobatória do tempo de efetivo exercício no Magistério, na disciplina de Geografia, no Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série ou Ensino Médio.
- A referida dispensa não isentará o aluno de apresentar relatório semestral das atividades docentes realizadas nas respectivas Escolas e nem da freqüência às atividades que forem determinadas pelo professor orientador de Estágio em sala de aula por considerá-las prioridades na formação do professor.
- As horas de Estágio Curricular Supervisionado que o acadêmico deverá cumprir não poderão ser desenvolvidas nas turmas onde ele exerça atividade docente, pois as mesmas precisam ser supervisionadas por outro professor.
CONCEITO, OBJETIVOS E CAMPOS DO ESTÁGIO
Considera-se Estágio Curricular as atividades educacionais de ensino-aprendizagem, profissional, cultural e social proporcionadas ao acadêmico pela participação em situações reais, realizadas em instituições de Ensino Fundamental e Médio, nas cidades áreas de abrangência da FAFI, sob a responsabilidade e coordenação desta Instituição.
Serão objetivos do Estágio Curricular Supervisionado e das Práticas de Ensino:
- proporcionar ao futuro profissional um conhecimento real, preparando-o de acordo com a dinâmica do mercado de trabalho;
- elaborar projetos pedagógicos inovadores, viabilizando o desenvolvimento e avaliação dos mesmos;
- proporcionar experiência acadêmico-profissional orientada para a competência técnico-científica no trabalho profissional de nível superior, no contexto das relações sociais diagnosticadas, nos diferentes campos profissionais;
- promover a interação entre a Instituição formadora e a comunidade;
- produzir conhecimentos significativos na sua área de atuação, promovendo uma ação reflexiva na estrutura curricular do Curso e nas Instituições de realização do Estágio Curricular Supervisionado;
- transformar as atividades relacionadas ao Estágio Curricular Supervisionado e Prática de Ensino em oportunidades para estabelecer diálogos e intercâmbios com diferentes segmentos da sociedade.
Constituir-se-ão campos de Estágio:
- Estabelecimentos oficiais de Ensino Fundamental e Médio, da rede Municipal, Estadual e Particular;
- Instituições sociais, assistenciais e culturais da comunidade alvos de projetos ou programas de ensino, pesquisa e extensão que envolvam acadêmicos estagiários.
PROFESSOR ORIENTADOR DO TRABALHO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO (TFES) – PARA OS ACADÊMICOS DA 4ª SÉRIE
Aos professores das disciplinas do Curso de Geografia responsáveis pela orientação do Trabalho Final de Estágio Supervisionado de acordo com sua área de conhecimento compatível com o Projeto Final de Estágio do acadêmico, compete:
- estabelecer um cronograma em conjunto com o estagiário (seu orientando), respeitando a disponibilidade de ambos para os encontros necessários;
- assinar a carta de aceite juntamente com seu orientando;
- apresentar ao Professor Orientador de Estágio a relação de alunos que estão sob sua orientação;
- analisar o Projeto de Estágio do acadêmico e propor sugestões onde se fizer necessário;
- orientar a produção do texto científico referente ao tema proposto no Projeto de Estágio, atividades de prática de ensino, e acompanhar o processo de produção do Relatório – TFES ao longo da 4ª série até a apresentação do mesmo;
- Comunicar ao Coordenador de Estágio o não comparecimento dos orientandos às sessões de orientações, já em fase inicial, registrando as ausências na Ficha de presenças às orientações;
- participar como membro da Banca Examinadora quando da sessão de apresentação do TFES de seus orientandos.
ACADÊMICO-ESTAGIÁRIO
O acadêmico-estagiário é aquele que estará regularmente matriculado nas séries em que se realizam o Estágio Curricular Supervisionado.
Ao acadêmico-estagiário compete:
- comparecer às aulas previstas no horário, sendo obrigatória a freqüência exigida por lei – 75% (setenta e cinco por cento) das aulas teóricas e 100% (cem por cento) das atividades no campo de estágio;
- observar e respeitar as normas contidas no Regulamento Geral do Estágio Curricular Supervisionado da FAFI;
- definir com o Orientador de Estágio, o Professor Supervisor-Técnico da Instituição e/ou pessoa responsável pelo respectivo acompanhamento, os locais, períodos e formas para o desenvolvimento das atividades referentes ao Estágio Curricular Supervisionado;
- conhecer antecipadamente o campo de estágio em que atuará;
- elaborar e executar o seu plano individual e/ou em grupo, sob a orientação do Professor Orientador de Estágio com acompanhamento do professor Supervisor da Instituição onde atuará;
- O tema do Projeto de Ensino a ser elaborada pelos acadêmicos da 3ª série deverá ser indicado pelo professor da escola campo de Estágio e dos acadêmicos da 4ª série poderá ser indicado pelo professor da escola ou proposto pelo acadêmico;
- apresentar ao Professor Orientador do Estágio Curricular Supervisionado e ao Professor Supervisor o Projeto de Ensino e outros trabalhos solicitados a serem desenvolvidos, cumprindo rigorosamente as datas estabelecidas;
- a aplicação do Projeto de Ensino em escolas e/ou outras Instituições só poderá iniciar mediante aprovação por escrito do Professor Orientador do Estágio Supervisionado bem como pela devolução das referidas fichas assinadas pelo professor supervisor-técnico e direção ou pedagogo da escola responsável pelo acompanhamento do mesmo;
- desempenhar as atividades de Estágio Curricular Supervisionado e da Prática de Ensino com responsabilidade e competência, observando as normas de ética profissional no desempenho das suas atividades;
- participar regularmente das aulas de Metodologia de Ensino com o Orientador de Estágio Supervisionado, de acordo com o horário escolar previsto, recebendo informações precisas e sugestões para a melhoria de seus projetos, constituindo-se esses aspectos em fatores de avaliação;
- preencher, encaminhar e devolver os instrumentos de acompanhamento e avaliação, em anexo ao seu Projeto de Estágio Supervisionado;
- entregar ao professor de Metodologia de Ensino (Orientador de Estágio) em data previamente fixada o Relatório abrangendo todos os aspectos relativos ao Estágio;
- comunicar e justificar com antecedência, ao Professor Supervisor-Técnico (campo de estágio) e ao Professor orientador (da FAFI) sua ausência em atividades previstas no plano de estágio;
- repor as atividades previstas no plano de estágio, cuja justificativa da ausência tinha sido aceita pelo supervisor-técnico e orientador de Estágio.
ATIVIDADES DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
A Prática de Ensino, sob a forma de Estágio Supervisionado, como componente acadêmico, fornece ao aluno, como futuro professor, acesso ao conhecimento das tendências atuais de ensino nas diferentes áreas e experiências profissionais por meio do exercício da competência técnica, em três momentos:
a) na Faculdade – no preparo das atividades de Estágio;
b) nos estabelecimentos oficiais de Ensino Fundamental e Médio, efetivando o Estágio;
c) na Faculdade, posteriormente, para análise e avaliação.
As atividades desenvolvidas pelo estagiário devem ser especificadas no plano de estágio previamente elaborado pelo Professor de Metodologia de Ensino (orientador de estágio) em conjunto com o Coordenador de Estágio dos Cursos, definindo o número de horas por atividades e séries.
As atividades de Estágio Supervisionado num total de 400 (quatrocentas) horas abrangem as seguintes atividades:
a) análise da estrutura e funcionamento de escolas e suas decorrências para o processo de ensino-aprendizagem;
b) análise de livros didáticos e programas executados em Escolas de Ensino Fundamental e Ensino Médio;
c) estágios de observação: análise de dinâmica da prática docente desenvolvida em escolas da comunidade, do ponto de vista das disciplinas de referência;
d) estágios de co-participação ou tutorias: elaboração de propostas didáticas de estratégias pedagógicas e materiais didáticos interdisciplinares de intervenção docente em situações concretas de ensino-aprendizagem;
e) análise de experiências pedagógicas bem sucedidas e materiais didáticos, por meio de pesquisas;
f) estágios com projetos especiais pela realização de atividades com alunos em museus, arquivos, bibliotecas itinerantes e contação de histórias em escolas ou em outras Instituições, feiras, laboratórios e demais atividades pertinentes a cada Licenciatura;
g) participação em programas de pesquisa e extensão da IES como palestrante, debatedor, trabalho com filmes, exposições fotográficas ou artísticas acompanhadas de explanações, apresentações teatrais e demais propostas pertinentes a cada curso;
h) estágios com projetos de reforço escolar, mini-cursos e oficinas pedagógicas;
i) estágios com projetos de ensino voltados a regência de classe no ensino Fundamental e Médio na terceira e quarta série;
j) relatórios das atividades desenvolvidas;
k) elaboração e apresentação do Trabalho Final de Estágio Supervisionado na 4ª série, perante Banca Examinadora.
AULAS DE CAMPO E SEMANA DE ACAMPAMENTO
No Curso de Geografia são adotadas, com o objetivo de proporcionar aos alunos a necessária articulação entre teoria e prática e também proporcionar o acréscimo de conhecimento aos alunos, atividades de campo e Semana de Acampamento. Tais atividades de campo, enquanto Atividades Práticas dos Componentes Curriculares que, monitorados pelo docente responsável pela disciplina ministrada em sala de aula, tem como finalidade fundamental proporcionar aos alunos a aplicação e identificação de conceitos e demais informações recebidas por estes em sala de aula. A Semana de Acampamento e as aulas de campo tem a finalidade de promover novos conhecimentos teóricos e práticos passíveis de serem aplicados no exercício da docência em Geografia bem como nas demais atividades ligadas à esta área do conhecimento e ciências afins.
SIMPÓSIO DE GEOGRAFIA DA FAFIUV
A partir do ano letivo de 2006, iniciou-se a programação do Simpósio de Geografia. O evento anual faz parte do calendário do segundo semestre, e tem por objetivo promover um contato maior entre os acadêmicos e palestrantes, fortalecendo a troca de experiências e permitindo, através de comunicações orais, a apresentação e divulgação dos trabalhos dos acadêmicos, não só do curso de Geografia, mas de outros cursos da FAFI e também de outras instituições. Esse Simpósio fará parte do calendário de atividades permanentes do curso e receberá a cada ano uma nova temática, atualizada e relacionada à produção e reprodução do espaço.
AVALIAÇÃO
- A Avaliação será parte integrante do processo de formação devendo ser de forma sistemática, contínua e global durante o transcorrer das Práticas de Ensino – Estágio, obedecendo às normas legais vigentes e o que preconiza o Regulamento.
- A sistemática de avaliação será desenvolvida cooperativamente por estagiários, professores orientadores e supervisores-técnicos.
- O conjunto de critérios da avaliação resultará em uma nota única que deverá ser encaminhada ao SCA, ao término da disciplina.
- Os critérios de avaliação contemplam, entre outros, instrumentos como: elaboração de pré-projeto e projetos de estágio, execução das atividades em campo de estágio, apresentação de relatórios, provas de conhecimento, seminários, auto-avaliação especificados no projeto de estágio de cada curso.
- O controle de freqüência e aproveitamento das disciplinas de estágio será efetuado em diário de classe próprio.
- O processo de avaliação da disciplina de Metodologia do Ensino e do estágio nas 3.ªs e 4.ªs séries envolverá o cumprimento das atividades solicitadas nas datas estabelecidas durante o ano letivo, pelo Professor Orientador do Estágio Supervisionado, e os registros serão anuais.
- A aprovação na disciplina de Metodologia do Ensino e de Estágio exigirá freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) nas aulas-teóricas (sessões de orientações), 100% (cem por cento) nas atividades desenvolvidas em campo de estágio e nota mínima 7,0 (sete), numa escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez).
- O acadêmico, nas 3.ªs e nas 4.ªs séries, deverá desenvolver um Projeto de Ensino em uma Escola de Ensino Fundamental e Ensino Médio, com participação de 100% na carga horária estabelecida para o projeto e a nota mínima para aprovação 7,0 (sete), independente das notas obtidas nas outras atividades, tanto na 3.ª quanto na 4.ª série.
- A nota final da disciplina de Metodologia de Ensino e Estágio Supervisionado constará da média aritmética das seguintes notas: nota das atividades anuais, nota da aplicação do Projeto de Ensino na escola e a nota da construção e apresentação do Trabalho Final de Estágio Supervisionado – TFES.
- Se a nota, no referido projeto for inferior a 7,0 (sete) o mesmo deverá ser reformulado e aplicado novamente em tempo hábil, mantendo-se a exigência da nota 7,0 (sete) para aprovação.
- Não se aplica à disciplina de Metodologia de Ensino, responsável pela avaliação do estágio, as normas referentes a Exame Final.
- Os modelos utilizados para avaliação encontram-se em anexo.
- Os trabalhos escritos deverão estar de acordo com as vigentes normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas e Técnicas, mais precisamente, de acordo com a normatização editada pela UEPG, a qual é adotada pela FAFI.
TRABALHO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO (TFES) - 4ª SÉRIE
O acadêmico da 4ª série deverá entrar e contato no primeiro bimestre do ano letivo com um professor da FAFI de seu curso, da área de conhecimento do tema definido para o seu Projeto de Ensino para ser Orientador do TFES, assinar o termo de compromisso e obedecer rigorosamente o cronograma estabelecido junto a esse professor.
Aos acadêmicos que não tiverem cumprido às 200 horas de Estágio Curricular Supervisionado, previstas para a 3ª série, serão designadas atividades complementares de Estágio, além das especificadas para a 4ª série destacadas a seguir:
a) cumprimento das atividades propostas pelo Professor Orientador de Estágio Supervisionado, do Orientador do TFES e do Supervisor Técnico de Estágio;
b) elaboração do Trabalho Final de Estágio Supervisionado (TFES), com embasamento científico, como parte do seu Trabalho Final;
c) entrega do Trabalho Final de Estágio Supervisionado, ao Professor Orientador de Estágio, Orientador de TFES e Professor Supervisor Técnico, com antecedência mínima de 10 dias úteis da data marcada para apresentação do mesmo à Banca Examinadora;
d) apresentação do Trabalho Final de Estágio Supervisionado perante Banca Examinadora, em sessão pública, no tempo de 25 a 30 minutos, sendo a Banca constituída pelo Professor Orientador de Estágio do Curso, Professor Orientador do Trabalho Final de Estágio Supervisionado – TFES e Professor Supervisor da Escola que recebeu o estagiário.
O PROFESSOR ORIENTADOR DE ESTÁGIO
a) indicará para fazer parte da Banca Examinadora, outro professor, quando ocorrer, que o seu aluno de Estágio seja também seu orientando do trabalho final.
b) definirá a data das apresentações orais com o estagiário, dentro do prazo previsto na Resolução n.° 002/2005 – GD, de comum acordo com os membros da Banca Examinadora;
c) O Orientador de Estágio organizará e divulgará o cronograma das apresentações, em forma de editais afixados na Instituição.
AVALIAÇÃO DO TRABALHO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO – TFES
- A nota do TFES, abrangendo produção e apresentação, para aprovação, não poderá ser inferior a 7,0 (sete). O acadêmico que obtiver nota inferior a 7,0 (sete) terá um prazo de trinta dias para corrigir as alterações propostas pela banca e reapresentar o trabalho em nova data estabelecida, sendo mantida a exigência da nota 7,0 (sete) para aprovação;
- A nota final da disciplina de Metodologia de Ensino e Estágio Supervisionado constará da média aritmética das seguintes notas: nota das atividades anuais, nota da aplicação do Projeto de Ensino na escola e a nota da construção e apresentação do Trabalho Final de Estágio Supervisionado – TFES.
- Os registros destas notas constarão no Livro de Atas, destinados para este fim pelos colegiados dos Cursos e no livro de chamada.
- Será entregue ao Setor de Controle Acadêmico - SCA listagem especificando: nome do aluno, título do TFES, orientador e média final da disciplina de Metodologia de Ensino e Estágio Supervisionado.
- O acadêmico que obtiver Nota Final do TFES igual ou superior a 9,0 (nove) poderá ter seus trabalhos indicados para Biblioteca da FAFIUV.
RELAÇÃO DE E-MAILS DOS PROFESSORES DO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
PROFESSOR |
E-MAIL |
|
|
Paulo Sérgio Meira Rocha |
paulomeirarocha@yahoo.com.br |
Alcimara Aparecida Föetsch |
alcimaraf@yahoo.com.br |
Sérgio Roberto Ferreira dos Santos |
radiorestauro@bol.com.br |
Helena Edilamar Ribeiro Buch |
edilamarbuch@hotmail.com |
Gilberto Luis Gonçalves |
glgoncalves@hotmail.com |
Marcos Antonio Correia |
korreya@uol.com.br |
Sueli Regina da Silva lima |
soeli8@yahoo.com.br |
PROPOSTAS DE PROJETOS A SEREM DESENVOLVIDOS PELOS PROFESSORES DO DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA DA FAFIUV (2009/2010)
1. Professor Ms. Paulo Sérgio Meira Rocha
1.1 Título: A IMPORTÂNCIA DA AULA DE CAMPO NO ENSINO DE GEOGRAFIA (UM ESTUDO APLICADO NAS TERCEIRAS E QUARTAS SÉRIES DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA FAFIUV)
1.2 Resumo: O presente projeto intitulado de A Importância da Aula de Campo no Ensino da Geografia (Um estudo aplicado nas terceiras e quartas séries do curso de Licenciatura em Geografia da FAFIUV), esta voltado para os acadêmicos das 3ªs e 4ªs séries curso de Licenciatura em Geografia da Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de União da Vitória – PR, servindo como um instrumento metodológico para auxiliar na construção do conhecimento geográfico teórico-prático adquirido durante o Curso de Geografia. As análises que serão investigadas baseiam-se na verificação de que as aulas de campo possibilitarão investigar o aprendizado aluno no antes e pós-aulas de campo, demonstrando o grau de compreensão das complexibilidades do mundo atual aliadas ao conhecimento teórico assimilados em sala de aula. O projeto conta com quatro fases previamente planejadas levando em questão os processos e referenciais teóricos de ensino aprendizagem no campo da geografia, tendo em vista a formação do ser humano capaz de estudar, interpretar, refletir e compreender o mundo que o cerca. Na primeira fase, será apresentado o projeto, e aplicado um questionário, para verificar o grau de percepção do acadêmico referente aos temas que serão explorados; na segunda fase será estudado e planejado os roteiros (área de estudo) de acordo com as disciplinas já aplicadas durante o curso, bem como os métodos de investigação e logística; no terceiro momento temos a aplicação das aulas de campo, e no quarto momento, as apurações e tabulação dos resultados.
Palavras-Chave: Geografia. Aulas de Campo. Ensino.
2. Professora Ms. Alcimara Aparecida Föetsch
2.1 Título: CULTURA, PAISAGEM E RELIGIÃO: Aspectos visíveis e invisíveis no espaço geográfico.
2.2 Resumo: A abordagem cultural na Geografia é algo bastante recente. Nota-se ainda, inclusive, uma pequena importância atribuída a essa abordagem por parte dos geógrafos brasileiros. Particularmente, esse fato vincula-se a uma herança positivista e a uma visão socialmente crítica ancorada no marxismo, ignorando ou negligenciando a vertente cultural, esquecendo que a mesma é parte integrante de qualquer formação social, assumido assim também uma dimensão geográfica através da construção e reconstrução dos espaços. O presente projeto tem por finalidade principal contribuir para o estabelecer de relações entre a cultura, a paisagem e a religião, alicerçando nesse tripé uma proposta de leitura de mundo, valorizando um contexto local. Dessa maneira pode-se enfocar: as contribuições étnicas na configuração arquitetônica das paisagens; a importância da religião no comportamento social; e, finalmente, propor metodologias para o estudo da cultura nas suas mais variadas formas de expressão espacial. Utiliza-se das concepções de autores (geógrafos, antropólogos, sociólogos...) simpatizantes e estudiosos dos fenômenos culturais para construir um alicerce teórico, destacando as contribuições de Paul Claval e Denis Cosgrove; na leitura das paisagens parte-se de Salete Kozel e sua metodologia para o estudo dos Mapas Mentais, além de Lívia de Oliveira e David Lowentahl; finalizando com as considerações acerca da Religião propostas por Sylvio Fausto Gil, Zeny Rosendahl, Roberto Lobato Corrêa, Mircea Eliade, Rudolf Otto, entre outros. Ressalta-se que o presente projeto procura dar suporte teórico e metodológico para os interessados nessa temática da expressão cultural (material ou não) na paisagem e no imaginário coletivo, possibilitando assim a troca de experiências e o crescimento mútuo.
Palavras-Chave: Cultura, Paisagem, Religião.
3. Professora Ms. Helena Edilamar Ribeiro Buch
3.1 Título: A GEOGRAFIA COMO NECESSIDADE DE LEITURA DE MUNDO
3.2 Resumo:
Durante o III Simpósio de Geografia, realizado em novembro de 2008, que tinha como temática principal “A Geografia como necessidade de leitura de mundo” percebeu-se o quão importante é a relação entre Universidade e a Educação Básica. Partilhamos experiências através de palestras, mini-cursos e comunicações orais, através dos quais notamos a necessidade de uma maior aproximação entre essas esferas. Para atender as demandas e mesmo adversidades atuais, centralizando a Geografia com necessidade de leitura de mundo, alicerçamos este projeto em algumas temáticas abordadas na disciplina de Geografia, a saber: a Cartografia como instrumento na aproximação dos lugares e do mundo; a Paisagem Cultural local; a modernização do modo de vida e sua relação com a problemática ambiental; e, por fim e não menos importante, a utilização da informática e internet como ferramenta no Ensino da Geografia. A idealização do presente projeto se destina a suprir uma lacuna existente no âmbito educacional por meio de um programa de visitas técnicas, palestras, confecção de materiais lúdicos e apresentações a serem realizadas e desenvolvidas pelos coordenadores e graduandos junto às escolas públicas, tendo como público-alvo principal os alunos do Ensino Fundamental, atendendo os municípios de Cruz Machado, General Carneiro, Porto Vitória, Paula Freitas e União da Vitória. Parte-se de um objeto amplo que é o espaço geográfico para uma abordagem direcionada através dos eixos temáticos, mantendo, porém, o campo das conexões interdisciplinares possíveis em aberto. Por meio de uma atuação conjunta com os docentes da rede pública bem como das instituições parceiras, podemos contribuir com o ensino da Geografia através de uma conexão direta com o lugar vivido e a comunidade como um todo. Desta maneira pretende-se intensificar o contato entre o Ensino Fundamental e o Ensino Superior através de um diálogo qualificado, propiciando pela prática da vivência o conhecimento do campo de atuação escolar aos estudantes do curso de licenciatura e aos egressos recém-formados, bem como uma oportunidade de entender a Geografia como leitura de mundo aos educandos do Ensino Fundamental.
Palavras-Chave: Geografia, Educação, leitura de mundo.
4. Professor Ms. Sérgio R. Ferreira dos Santos
4.1 Título: ANÁLISE ESPACIAL DA DESIGUALDADE AMBIENTAL E DO USO DOS RECURSOS HÍDRICOS DA MICRO BACIA DO RIO VERMELHO ATRAVÉS DE IMAGENS VETORIAIS E DIGITAIS COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PARA O FORTALECIMENTO DE PROPRIEDADES AGRÍCOLAS FAMILIARES.
4.2 Resumo: Com o advento do surgimento de novas tecnologias computacionais que permitem ao pesquisador trabalhar com a tridimensionalidade do terreno nos dias atuais, ou também as chamadas geotecnologias, tornou-se possível armazenar e representar muitas informações em ambiente computacional, o que abriu espaço para o Geoprocessamento. O Geoprocessamento denota uma disciplina de conhecimento que utiliza técnicas matemáticas e computacionais para o tratamento da Informação Geográfica em análise, sendo uma destas, a utilização e a conservação dos recursos naturais, onde, dados complexos como taxam de desmatamento, bioindicadores, geoindicadores, poluição do solo e da água, entre outros, podem ser integrados a banco de dados georreferenciados, permitindo automatizar materiais cartográficos, e assim beneficiar determinada área de pesquisa ou análise. Esta ferramenta de trabalho, trabalhando em conjunto com dados sensoriados remotamente pelo uso de imagens vetoriais e digitais, permite principalmente que se possa fazer, a partir do conhecimento do terreno, o uso sustentável dos recursos naturais, o que fomenta no âmbito da agricultura familiar, geração de renda, minimização de gastos e maior conservação de sua propriedade e do que está sobre e sob ela. Desta forma, a criação de um banco de dados (data proxy), está muito mais próxima da realidade no campo, em termos socioeconômicos, pela informatização dos dados, do que pela própria conjuntura governamental de incentivo ao agricultor que não tem conhecimento, na maioria dos casos, da potencialidade de sua propriedade e dos benefícios que pode extrair dela.
Palavras-Chave: Imagens Vetoriais e Digitais, Gestão Ambiental, Sensoriamento Remoto.
5. Professor Ms. Gilberto Luis Gonçalves
5.1 Título: APRENDENDO COM A ANATUREZA
5.2 Resumo: A questão ambiental tornou-se um importante foco de atenção e de modismos, no mundo atual, sem precedentes históricos, principalmente a partir da década de 80 do século passado e que perdura até hoje. Desde então, manchetes destacando os desastres ecológicos e previsões apocalípticas, muitas vezes dentro de um alarmismo descontrolado, são veiculadas em jornais e noticiários de todo os países. Este trabalho tem a pretensão de buscar na nossa comunidade acadêmica e também em outras o amparo para a execução de uma pratica pedagógica, que compreende a construção de uma pista geológica, uma pista ecologia, uma pista do barbante e uma pista de orientação, além de proporcionar uma integração entre todos os envolvidos. Busca-se municiar os atuais e futuros profissionais da área educacional durante um tempo com boa base teórica e a efetiva promoção de um trabalho interdisciplinar na base de temas gerados na sala de aula, consorciado com a realidade vivida a campo, visto que o trabalho de campo e suficientemente amplo para oferecer a possibilidade de dar sustentação a trabalhos em todas as disciplinas do currículo, durante um tempo prolongado. Nesta direção, este trabalho passa necessariamente pela efetiva participação dos vários atores das diversas áreas de conhecimento da nossa Faculdade, pois acreditamos piamente que todos podem contribuir de qualquer maneira para que busquemos o entendimento dos processos que estão acontecendo nos dias atuais e a partir desta compreensão, possamos agir de uma forma mais consciente, quando tratarmos do uso dos recursos naturais, considerando a vivencia, a reflexão e a ação.
Palavras-Chave: Educação ambiental. Trabalho de campo.
6. Professor Ms. Marcos Antonio Correia
6.1 Título: CANTO CORAL: UMA POSSIBILIDADE CULTURAL NA EDUCAÇÃO INTEGRAL
6.2 Resumo: O Projeto Canto Coral desenvolve saberes artístico-culturais e educacionais nas comunidades acadêmica e geral, promovendo abordagens didático-pedagógica, interação, socialização e a prática da cidadania. Para tanto, inicia os indivíduos na arte musical na forma de canto coral mostrando alguns elementos teóricos e práticos do canto coral, praticando diversos gêneros musicais, desde o popular ao clássico apresentando-os em diversos eventos internos e externos à instituição. De modo geral as atividades dividem-se em: teoria musical, técnica vocal e ensaios. Tais pretensões contribuem ao desenvolvimento do acadêmico, fazendo com que o mesmo enriqueça a sua ação dentro de seu ambiente de formação, sendo assim, este trabalho contribui na formação de valores culturais embasados no exercício de socialização e consciência cívica.
Palavras-chave: Educação, Linguagem musical, Canto Coral, Prática Pedagógica
Sistema de Avaliação:
Através de: Participação; Conhecimento Teórico e Prático; Desenvolvimento das Habilidades Artísticas; Provas teóricas e Práticas;
Formação e trabalho na área
Licenciado pela Ordem dos músico do Brasil/ Conselho Regional do Paraná, sob nº 12571
2001-02 Curso de Especialização em Metodologia do Ensino da Arte(música),
Faculdade Internacional de Curitiba, FACINTER, CTBA-PR, 450 horas.
Trabalhos Artísticos
-Participação efetiva na Banda Municipal Emilio Taboada Dies de União da Vitória.
-Regente de corais mistos adultos: Coral Universitário FAFI e Bento Mossurunga
de 1991 a 1999— Associação Filarmônica de Porto União.
atividade de regência em corais infantis, como: do Colégio Estadual Bernardina
-Schleder, do Colégio Estadual Astolpho Macedo Souza e Colégio Estadual Antonio Gonzaga.
-Participação em grupos de sopro, vocal e musical.
-Atividade de monitoria no Madrigal Vox Cordis de União da Vitória.
-Atividade musical em conjuntos e bandas.
-Participação em vários festivais e concursos de bandas e corais.
Cursos Na Área
Seminário Estadual de arte Educação; Musicalização Infantil para Professores; Coro; Regência Coral; Musicalização coro e regência coral para professores, realizados na Escola de Música e Belas Artes do Paraná
Número de Participantes: em média 60 pessoas em cada ano letivo entre: acadêmicos, funcionários, professores da FAFI; e comunidade.
Cronograma:
Sábados – das 13:00 às 17:00
6. Professora Ms. Soeli Regina de Lima
6.1 Título: Gestão territorial e cotidiano local: do poder político partidário à produção espacial urbana nos município de União da Vitória (PR) e Porto União (SC).
Caracterização: Projeto de pesquisa
- Resultados: Desenvolveu-se a primeira parte prevista para o projeto, onde foram realizadas análises comparativas dos resultados dos pleitos eleitorais-1916-2008, (aguardando ainda alguns dados do TRE-SC e PR) do Executivo e Legislativo nos municípios de União da Vitória (PR) e Porto União (SC). Foram realizadas pesquisas bibliográficas sobre o tema pesquisado.
- Observações finais: de acordo com o projeto haverá participação dos acadêmicos nas atividades do próximo ano (2010).
COORDENAÇÃO DE ESTÁGIOS E TRABALHOS FINAIS DE GEOGRAFIA
Prof.Ms.Helena Edilamar Buch
TFES – Trabalho Final de Estágio Supervisionado
AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO ORAL
Curso: ____________________________________________________
Título do Trabalho___________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
Acadêmico (a) ___________________________________________________
Orientador (a) ___________________________________________________
Local:__________________________________________________________
Horário: Início____________ término______horas_______________________
ITEM |
PARÂMETROS |
NOTA MÁXIMA |
NOTA ATRIBUÍDA |
1 |
Relevância do assunto (tema, objetivos, abrangência) frente ao Ensino e a geografia |
1.0 |
|
2 |
Motivação |
1.0 |
|
3 |
Seqüência da apresentação |
0.5 |
|
4 |
Domínio do assunto (Domínio de conceitos, linguagem, termos técnicos) |
1.0 |
|
5 |
Uso de recursos áudio visuais |
0.5 |
|
6 |
Expressão oral (volume, clareza e pausa) e adequação do tempo. |
1.0 |
|
7 |
Citação dos teóricos |
1.0 |
|
8 |
Relato do Estágio – aplicação da pesquisa no Ensino – exposição de material didático do estágio. |
2.0 |
|
9 |
Argüição |
1.0 |
|
10 |
Conclusão - fechamento |
1.0 |
|
|
|
|
|
|
TOTAL |
10.0 |
|
_______________________________________________________________
Local e data avaliador
___________________________________
Assinatura
COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO E TRABALHOS FINAIS DE GEOGRAFIA
TFES – Trabalho Final de Estágio Supervisionado
Coordenadora Prof.Ms Helena Edilamar Ribeiro Buch
AVALIAÇÃO DO TRABALHO ESCRITO
CURSO________________________________________________________
ACADÊMICO____________________________________________________
TÍTULO DO TRABALHO___________________________________________
ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS |
Nota
máxima |
Nota
atribuida |
Título: é conciso e reflete com precisão o conteúdo |
0.5 |
|
Apresentação forma e estilo |
|
|
Está de acordo com as normas de apresentação gráfica estabelecidas. Apresenta linguagem técnica e clara. O raciocínio é lógico e didático. As regras de pontuação, acentuação,concordância verbo-nominal são observadas. |
2.0 |
|
O resumo é claro, contempla a justificativa, os objetivos, os métodos, os principais resultados e as conclusões. |
0.5 |
|
As referências seguem as normas da ABNT. Todas as citações constam na referência e vice-versa. |
0.5 |
|
Introdução, revisão da literatura |
|
|
A introdução foi escrita de forma seqüencial que encaminha logicamente o leitor aos objetivos. Apresenta contextualização. |
0.5 |
|
Na revisão de literatura é focada a trajetória-conceitual-histórica, do assunto abordado. As citações estão adequadas.Os teóricos e citações estão bem empregados. |
1.0 |
|
Todas as tabelas, quadros e figuras são referidos no texto. São necessárias, auto explicativas e não se repetem. Os dados apresentados de forma gráfica ficaram melhores em tabelas ou vice-versa. As unidades estão corretas. |
0.5 |
|
Métodos |
|
|
A metodologia é adequada ao trabalho. Os autores adotados são pertinentes à área de pesquisa. |
0.5 |
|
APLICAÇÃO DA PESQUISA NO ENSINO |
|
|
Existe relação da pesquisa com o tema de Estágio. |
1.0 |
|
O relatório é composto de: Introdução (constando, nome da Escola,série que estagiou,cidade, de forma seqüencial. Os Objetivo Geral e Específicos foram contemplados nos planos de aula. |
1.0 |
|
Revisão de Literatura pertinente ao Ensino da Geografia. |
1.0 |
|
Planos de Aula |
|
|
Atividades desenvolvidas pelos alunos durante o Estágio. |
1.0 |
|
Resultados e conclusão |
|
|
Referência |
|
|
TOTAL |
|
|